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Explicador Madeira

Saiba como se preparam os resgates do helicóptero na Madeira

Este treino foi feito no helicóptero antigo, que entretanto foi para manutenção, dando lugar a um novo, vermelho e branco.
Este treino foi feito no helicóptero antigo, que entretanto foi para manutenção, dando lugar a um novo, vermelho e branco., Foto SRPC

O helicóptero ‘multi-mission’ do Serviço Regional de Protecção Civil já efectuou dois resgates no ano de 2024, tendo a referida equipa resgatado 28 cidadãos desde o início da sua actividade nesta valência. O último realizou-se este sábado, na sequência de uma queda na Vereda do Pico do Areeiro. Mas para uma missão eficaz é necessário um treino eficaz.

Por este motivo, os bombeiros que exercem funções na brigada helitransportada, na valência de recuperador-salvador, estão sujeitos a recertificações mensais para testar as competências e procedimentos técnicos a realizar durante os resgates efectuados pelo meio aéreo.

O Serviço Regional de Protecção Civil explica que os recuperadores-salvadores são submetidos a voos de treino mensais com a presença de um verificador técnico, que garante a respectiva certificação por períodos de 30 dias, ficando aptos para o exercício efectivo de resgates durante esse período. Durante o treino de recertificação são simulados diversos cenários em diferentes espaços (escarpa/montanha/falésia/espaços abertos e confinados) para que possa ser validado todo o procedimento de intervenção desta valência especializada.

De acordo com a legislação em vigor nesta matéria, estes sete operacionais são submetidos a avaliação física, tendo uma formação diferente dos restantes operacionais que compõe a brigada helitransportada.

“A brigada helitransportada é composta actualmente por 32 bombeiros, sendo que 7 deles exercem a valência de recuperador-salvador. A formação para ingresso na brigada helitransportada é a base para os 32 operacionais onde, durante 3 semanas, são abordados diversos temas, nomeadamente, abertura de faixas de contenção com ferramenta manual e mecânica, operações de supressão e rescaldo com material de sapador e actuação com helicóptero, deslocação em equipa/brigada e orientação e procedimentos no embarque e desembarque no helicóptero e guiamento do helicóptero”, explica.

Já a formação de recuperador-salvador foi ministrada num total de 80 horas, das quais 40 horas foram de voo, tendo sido realizados cerca de 348 guinchos, habilitando os bombeiros com competências técnico-operacionais para missões de busca e salvamento em terra.

A execução de cada missão é analisada individualmente e será executada, ou não, se estiverem garantidas todas as condições de segurança para a tripulação, para o meio e para as vítimas.