A imoralidade de Lagarde

A sra. Lagarde, ao dizer que não se devem aumentar salários, recebendo 460 mil euros/mês, fica-lhe mal, sendo imoral! Conseguiu, que toda a oposição censurasse o seu discurso. Não é coisa pouca. Esquerda e direita, aqui, têm posições diferenciadas. Enquanto presidente do FMI, impôs-nos um receituário de austeridade de garrote, cortando, criminosamente, salários e pensões a esmo, que nos fez gritar e, havendo até gente que conhecia se ter suicidado! A própria assumiu o crasso erro, já que a terapia aniquilou o enfermo, ajudando a afundar a economia. Culpa, agora, os trabalhadores pelo aumento das taxas de juro e diz que as subidas salariais para compensar aumentos inflacionados de bens, fazem perigar a economia e os próprios trabalhadores(!). Afinal, aquela verificada autocrítica foi uma manobra de cinismo e hipocrisia. O débil aumento salarial não acompanha a inflação - nem de longe!

Esta criatura em 2016 foi condenada com Bernard Tapie, num caso que envolveu muitos milhões de euros, sem, contudo, ter cumprido pena judicial(!). Foi escolhida para presidir ao BCE... para voltar à carga contra os trabalhadores, que «ganham acima das suas possibilidades». Lagarde é a legítima defensora da deusa Finança e do deus dinheiro!

Vítor Colaço Santos