Regionais 2023 Madeira

José Manuel Rodrigues defende voto electrónico e modernização do sistema político

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O Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira defendeu, esta noite, a implementação do voto eletrónico em todos os actos eleitorais, como forma de reforçar a democracia e promover a cidadania activa.

Na cerimónia comemorativa dos 118 anos do Rotary internacional, que se realizou no Funchal, José Manuel Rodrigues vincou que urge “combater o vírus antidemocrático”, propondo “um regresso ao institucionalismo, com o reforço da sua dignidade e credibilidade, mas conjugado com uma modernização do sistema político, nomeadamente no seu funcionamento e na sua forma de relacionamento com os cidadãos”.

Na palestra subordinada ao tema “a Assembleia Legislativa no sistema político regional”, afirmou que “não podemos ter regimes democráticos com regras do século passado a governar comunidades altamente digitalizadas do século XXI”.

O Presidente do Parlamento madeirense foi mais longe ao dizer que “a participação dos eleitores na vida pública não pode ficar reduzida ao ritual das eleições de 4 em 4 anos”.

Sugerindo novos “mecanismos que permitam ao cidadão participar, individual ou coletivamente, nos processos legislativos e nos processos de decisão, para que sintam que a sua opinião conta e é considerada”, José Manuel Rodrigues patrocinou “a realização periódica de referendos de caráter local, regional e nacional, com a introdução do voto eletrónico, que deve também ser generalizada em todos os atos eleitorais, devendo ser uma prática e não uma exceção”.

“Os partidos e as instituições do sistema político têm de ultrapassar o desfasamento existente entre as suas agendas e aquelas que são as novas Causas mobilizadoras dos jovens, de que são exemplo o Ambiente, as Alterações Climáticas, a Descarbonização da Economia, o Património, a Transição Digital, o Voluntariado, a Cultura ou os Direitos Humanos”, reforçou.

José Manuel Rodrigues popôs, ainda, “códigos de conduta”, para as organizações políticas, de modo a “cultivar a meritocracia, o trabalho e a competência no seu funcionamento, evitandos os carreirismos e as clientelas”. “Temos de voltar a fazer da Política a arte nobre ao serviço do Bem Comum e conseguir que os melhores da nossa sociedade se sintam motivados para abraçar a política e os cargos parlamentares ou de governação”, concluiu.