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Fevereiro foi o 5.º mais quente desde 1931 em Portugal continental

Foto NUNO VEIGA/LUSA
Foto NUNO VEIGA/LUSA

O mês de fevereiro foi o 5.º mais quente desde 1931 e muito chuvoso, levando à inexistência de situação de seca em praticamente todo o território de Portugal continental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o resumo do Boletim Climatológico disponível no 'site' do IPMA, o mês de fevereiro foi o 5.º mais quente desde 1931 com uma temperatura média do ar de 11,66 graus Celsius, +1,68 graus em relação à normal 1971-2000.

O mês de fevereiro mais quente (12,43 graus) ocorreu em 2020.

O valor médio de temperatura mínima do ar, 7,93 graus, foi muito superior à normal, +2,35 graus, sendo o 3.º maior valor desde 1931 (mais altos em 1985 e 1990: 7,96 e 7,94 graus).

No que diz respeito ao valor médio de temperatura máxima do ar, 15,40 graus, também foi superior ao valor normal.

O IPMA indica que ao longo do mês de fevereiro, os valores diários da temperatura mínima do ar estiveram sempre acima do valor médio mensal, exceto nos dias 7 e 22.

O menor valor da temperatura foi registado em Vinhais, distrito de Bragança, com -2,6 graus no dia 07 de fevereiro e o maior valor da máxima no dia 14 em Mora (Évora) com 24,1 graus.

Quanto ao valor médio da precipitação, foram registados em fevereiro 158,7 milímetros (mm), o que corresponde a 159 % do valor normal 1971-2000 (100,1 mm).

Durante o mês ocorreu precipitação na maior parte dos dias, sendo de destacar os dias 09 e 20 de fevereiro com valores diários muito elevados, tendo sido ultrapassados em algumas estações do Norte e Centro do território.

O IPMA salienta que nos dias 04 e 05 de fevereiro ocorreu precipitação muito intensa na região sul.

O Boletim Climatológico, disponibilizado pelo instituto, inclui também o índice meteorológico de seca (PDSI), que aponta para a não existência no final de fevereiro de seca meteorológica em praticamente todo o território do continente.

Segundo o IPMA, apenas a zona de Castro Marim/Vila Real de Santo António (Faro) está na classe de seca fraca e corresponde a apenas 0,1 % do território.

No final de fevereiro, 59,6% do continente estava em chuva fraca, 29,5% em normal, 10,4% em chuva moderada, 0,4% em chuva severa e 0,1% em seca fraca.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre "chuva extrema" e "seca extrema".

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.