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Irão condena “vigorosamente” ataque e Pequim alerta para a deterioração da situação na Síria

Donald Trump e Bashar al-Assad.   Foto Reuters
Donald Trump e Bashar al-Assad. Foto Reuters

O Irão condenou “vigorosamente” os bombardeamentos norte-americanos, de madrugada, contra a base aérea síria de Al-Chaayrate, disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão, Baharam Ghassem e a China pede para que seja evitada uma “nova deterioração da situação” na Síria, disse hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

“Nós condenamos qualquer ação unilateral e o ataque contra a base aérea de Al-Chaayrate sob o pretexto de um suposto ataque químico, terça-feira, em Khan Cheikhoun”, disse o porta-voz citado pela agência Fars. O ataque químico contra Khan Cheikoun fez pelo menos 86 mortos.

O governador da província síria de Homs, no centro do país, disse hoje que o ataque dos Estados Unidos contra uma base militar matou três soldados e dois civis.

Em declarações à agência noticiosa Associated Press (AP), Talal Barazi disse também que sete pessoas ficaram feridas.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH, oposição), com sede em Londres, disse que o ataque matou quatro soldados, incluindo um general.

Pequim, através do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, disse que a República Popular da China opõe-se ao uso de armas químicas.

“Nós opomo-nos ao uso de armas químicas, por qualquer país, organização, ou indivíduo, seja qual forem as circunstâncias e objetivos”, acrescentou Hua Chunying.

Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira um ataque com “59 mísseis” contra a base aérea síria de Shayrat, que está “associada ao programa” sírio de armas químicas.