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Idosos manifestaram-se em Caracas pró e contra a Assembleia Constituinte

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Centenas de idosos, simpatizantes e opositores do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, marcharam hoje em Caracas, uns em apoio da convocatória de uma Assembleia Nacional e outros contra aquela iniciativa presidencial.

Os ‘chavistas’ concentraram-se na Praça Bolivar de Caracas (centro), para avançar até ao palácio presidencial de Miraflores (também no centro), onde, ao som de palavras de ordem “com (Hugo) Chávez e (Nicolás) Maduro), os avós estão seguros”, aguardavam a chegada do chefe de Estado.

Os simpatizantes do regime pretendem, principalmente, apoiar a inclusão dos programas de assistência social governamentais, conhecidos localmente como “missões” numa nova Constituição.

Por outro lado, desafiando a cada vez mais incisiva repressão, uns dois milhares de anciãos opositores concentraram-se em Chacaíto (leste), para marchar contra a convocatória de uma Assembleia Constituinte, que a oposição diz que aprofundará a ditadura no país.

Com bandeiras da Venezuela nas mãos e gritando “vivam os avózinhos”, os anciãos reclamam ainda mais atenção para a terceira idade, mais produtos alimentares e mais medicamentos, produtos que escasseiam no país.

Os idosos pretendiam chegar até à Defensoria do Povo (Provedoria de Justiça), para chamar a atenção para as difíceis condições de vida da terceira idade e contra o “socialismo do século XXI”.

No entanto, oficiais da Guarda Nacional Bolivariana, atacaram os idosos com “gás pimenta”, nas proximidades da Praça Brión de Chacaíto, impedindo que avançassem.

Exaltados e queixando-se da comichão, os idosos reclamaram com os polícias e questionaram se “golpeariam os seus papás”.

Pouco depois, tentaram, por outra rota, avançar até ao destino inicial, mas blindados militares impediram que avançassem, tendo no entanto chegado até à Avenida Libertador.

As marchas coincidiram com a destituição da ministra da Saúde, Antonieta Caporale, situação que a imprensa venezuelana diz ter ocorrido porque há alguns dias divulgou um relatório com dados oficiais que dão conta que algumas doenças ressurgiram no país e que há um deterioração do setor.

Desde há seis semanas que se intensificaram, na Venezuela, as manifestações em contra e a favor do Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Segundo as ONGs venezuelanas pelo menos 45 pessoas morreram desde 01 de abril, apesar de os mais recentes dados oficiais darem 38 vítimas.