Banca, alguns ministérios e rede ferroviária alvo de ciberataque na Rússia
O sistema bancário russo, vários ministérios e a rede ferroviária foram alvo de um ataque informático, segundo várias entidades do país.
O centro de vigilância informática do banco central russo “detetou um ataque proveniente de um grande número de computadores infetados por um programa malicioso”, refere um comunicado daquela instituição.
O ataque “não foi identificado pelos sistemas de deteção de pirataria” dos sistemas bancários, acrescentou.
Na noite de sexta-feira, vários organismos governamentais russos, como o Ministério da Administração Interna, deram conta de ataques informáticos e cerca de mil computadores desta entidade foram afetados.
O Ministério da Saúde russo indicou ter conseguido fazer “uma verificação rápida no início dos ataques”.
O segundo maior banco russo, o Sberbank, declarou que os sistemas tinham “detetado a tempo as tentativas de acesso às infraestruturas da entidade”.
O Ministério de Segurança Civil russo conseguiu, segundo a comunicação social, “bloquear todas as tentativas de ataques virais nos computadores”.
A sociedade nacional do transporte ferroviário russa disse ter “localizado” um ataque, mas não precisou quais os estragos causados, garantindo que “a rede ferroviária e de passageiros funcionam como é hábito”.
O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.
Em Portugal, a empresa de energia EDP cortou os acessos à Internet da sua rede para prevenir eventuais ataques informáticos e garantiu que não foi registado qualquer problema, já a Portugal Telecom alertou os seus clientes para o vírus perigoso (’malware’) a circular na Internet, pedindo aos utilizadores que tenham cautela na navegação na rede e na abertura de anexos no ‘email’.
A Polícia Judiciária está a acompanhar e a tentar perceber o alcance do ciberataque que tem como alvo empresas, segundo o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime da PJ.
No Reino Unido foram reportados importantes problemas informáticos em Hospitais do serviço nacional de saúde.
Em Espanha, a multinacional de telecomunicações Telefónica foi obrigada a desligar os computadores da sua sede em Madrid, depois de detetar um vírus informático que bloqueou alguns equipamento