Centros de ajuda de Ceuta têm 860 menores mas deve haver mais
A cidade espanhola de Ceuta acolhe atualmente 862 migrantes menores de idade nos seus centros de emergência, mas o governo regional acredita que muitos outros que chegaram na semana passada ainda não solicitaram ajuda ou estão escondidos.
Em três centros de acolhimento - La Esperanza, Tarajal Nueva Esperanza e Piniers -- estão, segundo avançaram fontes do governo de Ceuta, citadas pela agência de notícias espanhola EFE, cerca de 900 crianças, todas marroquinas.
No entanto, o governo regional alertou que muitos menores podem estar escondidos em instalações ilegais na cidade, especialmente nas montanhas, ou ainda não foram localizados pela polícia local, que tem transferido vários adolescentes e jovens para abrigos apropriados.
As autoridades acreditam que o número de menores sob proteção poderá sofrer alterações nas próximas horas e ultrapassar os mil, embora tenha sido noticiado que alguns destes jovens regressaram voluntariamente a Marrocos com os pais, com quem fizeram a travessia irregular desde Marrocos.
Ainda assim, a polícia local está a trabalhar para localizar estes marroquinos, presumivelmente menores de idade, para os transferir para as instalações gerida pelas autoridades.
A cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, registou na semana passada a entrada de milhares de migrantes vindos de Marrocos, com as autoridades locais a estimarem o número de pessoas que ali chegaram em cerca de 60.000, ou seja, quase tantas como as 80 mil que ali vivem permanentemente.
A maioria dos migrantes já regressou voluntariamente a Marrocos, segundo o Ministério da Administração Interna espanhol.
Pelo menos 71 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, segundo o mais recente balanço das autoridades.
O episódio levantou a voz de vários líderes europeus com países como a Itália, a Dinamarca, a Finlândia, a República Checa e a Suécia a pedirem a suspensão de Espanha do Espaço de livre circulação Schengen e muitos outros, incluindo Portugal, a reforçarem os controlos fronteiriços com receio que os milhares de pessoas que entraram em Ceuta conseguissem entrar em Espanha continental e aproveitassem a livre circulação para irem para o resto da Europa.