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Madeira

Funchal assinala Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer

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A Câmara Municipal do Funchal assinalou, esta segunda-feira, o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, através de uma acção de informação subordinada ao tema 'Prevenir a Demência: o que Sabemos realmente em 2026?', promovida em parceria com a Delegação da Madeira da Associação Alzheimer Portugal.

Na sessão de abertura, que decorreu na Sala da Assembleia Municipal do Funchal, a vereadora com o pelouro da Saúde, Helena Leal, destacou que a demência, e em particular a doença de Alzheimer, constitui um desafio crescente numa sociedade em que a esperança de vida aumentou. A autarca referiu que a doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, com comprometimento cognitivo, comportamental e funcional, que representa não só um custo financeiro para o Estado, mas, sobretudo, um elevado impacto emocional e social nas famílias, daí a importância de se intervir no tratamento, no apoio, mas também na prevenção, sublinhando que doença de Alzheimer representa aproximadamente 60 a 70% dos casos de demência.

Helena Leal referiu que, em 2026, a evidência científica, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), indica que até 45% do risco de demência poderá ser prevenido ou adiado, através da intervenção sobre fatores modificáveis ao longo da vida, como a atividade física, o controlo da hipertensão e da diabetes, a alimentação, o tabagismo e o isolamento social, entre outros fatores de risco.

Nesse sentido, a vereadora salientou o contributo dos centros comunitários, ginásios municipais e Universidade Sénior, enquanto espaços de aprendizagem, estimulação, participação e combate ao isolamento, promovendo a autonomia e o envelhecimento activo.

Helena Leal destacou igualmente a necessidade de cuidar de quem cuida, reconhecendo o papel fundamental e exigente assumido pelas famílias e cuidadores de pessoas com demência.

A vereadora reafirmou o compromisso do Município do Funchal em continuar a trabalhar em proximidade com o Governo Regional, associações e profissionais, colocando “a pessoa no centro” da ação municipal e contribuindo para uma cidade cada vez mais saudável, inclusiva e humana.

O debate teve como oradoras Lucília Nóbrega da Delegação da Madeira da Associação Portuguesa de Alzheimer e a psicóloga Helena Andrade, tendo sido moderado por Paulo Milheiro, Chefe de Divisão de Saúde e Bem-Estar da CMF.