JSD-Santa Cruz lembra "promessas deixadas na gaveta pelo JPP"
Mariana Martins, que foi reconduzida como presidente da JSD-Santa Cruz na passada segunda-feira, interveio numa tomada de posse marcada por duras críticas à governação municipal do JPP. À intervenção da jovem dirigente juntaram-se os discursos de Bruno Melim e de Brício Araújo, sendo que todos apelaram à mobilização dos jovens sociais-democratas e à afirmação da JSD enquanto força política de oposição no concelho.
Mariana Martins, que inicia assim o seu segundo mandato à frente da concelhia, afirmou que a JSD Santa Cruz pretende "continuar a ser a juventude mais ativa e mais presente do concelho", assumindo-se como "uma força resiliente perante a oposição", conforme refere a 'jota' num comunicado enviado à imprensa.
A jovem líder garantiu que a sua estrutura "não se verga perante opiniões externas e manterá a sua coluna vertebral". Num concelho onde o PSD é oposição há 13 anos, Mariana Martins demonstrou-se motivada para o combate político.
Santa Cruz tem identidade, potencial e muito mais para oferecer. Quem é santa-cruzense e social-democrata não procura atalhos, fica, trabalha e ajuda a construir uma estrutura capaz de disputar o futuro do concelho. Mariana Martins
Defendeu igualmente "a necessidade de não virar costas ao legado deixado no concelho pelos executivos do PSD liderados por Savino Correia" e pediu urgência na criação de novos dinamismos e espaços destinados à juventude. Por acreditar que Santa Cruz "pode fazer e ser mais", Mariana Martins visou o executivo do JPP e deixou algumas questões acerca de investimentos anunciados pela edilidade.
Onde estão os 143 fogos habitacionais anunciados em 2023? Onde anda o novo Plano Director Municipal? Para onde foram os 6 milhões de euros prometidos para a praça de táxis do Caniço? Mariana Martins
Criticou ainda o JPP por ser, na sua perspectiva, “uma força política que faz promessas, anúncios e projetos que são apresentados como prioridades máximas mas que raramente saem do papel”, apontando a necessidade de uma oposição social-democrata preparada para ser alternativa. Entre as propostas defendidas pela JSD Santa Cruz está a criação de um programa municipal de arrendamento jovem e de um conselho municipal de juventude.
Já Bruno Melim, presidente da JSD-Madeira, considerou que um dos desafios da JSD passa pelo aumento da sua heterogeneidade, defendendo “uma estrutura capaz de trazer frescura aos temas, às causas e à forma de fazer política”. O líder regional dos jovens laranjas apelou ao aproveitamento do capital humano existente dentro da JSD Santa Cruz, reforçando a necessidade de representar a sociedade jovem do concelho.
Também atacou a actuação do JPP em Santa Cruz, comparando a presidente da Câmara de Santa Cruz, Élia Ascensão, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e tecendo críticas à relação com os adversários, à ausência de transmissão das assembleias municipais, à devolução de IRS, ao apoio ao desporto e às políticas para a juventude.
O papel do PSD na oposição é de maior responsabilidade porque as críticas agora feitas deverão constituir compromissos para quando o Partido voltar a assumir o poder. É preciso ter conteúdo, mensagem e propósito para governar. Bruno Melim
Finalmente, Brício Araújo, presidente da concelhia do PSD Santa Cruz, classificou esta tomada de posse como “a renovação de um compromisso muito importante para o partido a nível local” e considerou que a eleição da nova equipa abre caminho à construção política que o PSD pretende para o concelho.
O também deputado na ALM defendeu que “é uma questão de tempo até à competência do PSD voltar a governar Santa Cruz” e criticou o JPP por “privilegiar o imediato e hipotecar o futuro, com particular prejuízo para os jovens”. À JSD-Santa Cruz, lançou um apelo "ao compromisso, à coragem, ao trabalho em equipa e ao investimento nas carreiras pessoais e profissionais".