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Ferry incendiado nas Filipinas deixa 35 mortos e 54 desaparecidos

Autoridades procuram o comandante da embarcação, que poderá estar entre os 43 sobreviventes

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Foto EPA

As autoridades das Filipinas informaram hoje que estão à procura do comandante do ferry cujo incêndio, ocorrido na quarta-feira perto da ilha de Coron (oeste), deixou um balanço provisório de 35 mortos e 54 desaparecidos.

A porta-voz da Guarda Costeira, Noemie Cayabyab, referiu hoje numa conferência de imprensa que, de acordo com a investigação em curso, o comandante poderá estar entre as 43 pessoas que sobreviveram ao incidente.

As autoridades pretendem ouvir o capitão da embarcação para determinar a eventual responsabilidade no acidente. Cayabyab referiu antes que não se descarta a possibilidade de um crime de negligência por parte da tripulação.

"Sem dúvida, o capitão tem uma responsabilidade e uma obrigação legal", afirmou Cayabyab numa intervenção transmitida através das redes sociais.

De acordo com as investigações, o incêndio teve início na tarde de quarta-feira no porão de carga do ferry, que partiu na terça-feira de Manila para uma viagem que deveria demorar cerca de 12 horas, por causas que ainda não foi possível determinar. Em poucos minutos, as chamas envolveram a embarcação, onde viajavam 115 passageiros e 17 tripulantes.

Na sexta-feira, as autoridades conseguiram aceder, pela primeira vez, ao navio de passageiros e recuperar os restos mortais de 30 pessoas, elevando o numero de mortos confirmados para 35.

Segundo a porta-voz, de acordo com a última atualização, há 54 desaparecidos, e não foi descartada a presença a bordo de pessoas que não constavam na lista de passageiros do navio.

As equipas de emergência continuam ainda o trabalho de recuperação de corpos no interior do navio, que foi rebocado para perto da costa de Corón --- na província turística de Palawan, no Mar do Sul da China --- para facilitar as operações.

Os acidentes marítimos nas Filipinas fazem todos os anos dezenas de vidas, a maioria em naufrágios causados por mau tempo, incumprimento das normas de segurança, manutenção deficiente dos equipamentos ou sobrecarga.