Ribeira Brava continuará a ser ponte entre a Madeira e a Venezuela
O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava afirmou hoje que o concelho continuará a assumir-se como uma “ponte” entre a Madeira e a Venezuela, mantendo uma ligação próxima às famílias emigrantes, aos regressados e às novas gerações de luso-descendentes.
Na abertura do encontro luso-venezuelano, que decorre durante três dias na marginal da Ribeira Brava, Jorge Santos recorreu à própria história para explicar a importância desta ligação. “Eu próprio nasci na Venezuela. Por isso, esta realidade não me é distante nem precisa de me ser explicada”, declarou, referindo conhecer os afectos, as preocupações e os sentimentos de quem vive ligado aos dois países.
O autarca salientou que a iniciativa vai além da música, da gastronomia e do convívio. O programa pretende também criar espaço para prestar informação, esclarecer dúvidas e discutir os problemas concretos de quem regressou à Madeira ou continua a manter a sua vida ligada à Venezuela.
“A Ribeira Brava não esquece os seus emigrantes, acolhe quem regressa e reconhece o contributo dos luso-descendentes. Aqui, continuam a estar em casa”, afirmou Jorge Santos, perante representantes do Governo Regional, autarcas, associações e membros da comunidade.
O presidente da Câmara destacou ainda o crescimento alcançado pelo evento ao longo das várias edições, considerando que conquistou um lugar próprio no calendário regional sem perder a identidade construída pelas famílias, pelas histórias de trabalho e sacrifício e por uma cultura onde se cruzam o português e o castelhano.
Num momento marcado pelas consequências dos recentes sismos na Venezuela, Jorge Santos deixou também uma mensagem de solidariedade às populações afectadas e às famílias madeirenses que mantêm parentes e amigos naquele país. “Estamos aqui para celebrar, mas também para dizer à Venezuela que não está sozinha. A distância mede-se em quilómetros e a solidariedade mede-se pela capacidade de estar presente quando mais importa”, vincou.
O autarca reconheceu a parceria estabelecida com o DIÁRIO de Notícias da Madeira, sublinhando o papel da comunicação social na aproximação entre comunidades, e agradeceu o envolvimento do Governo Regional, representado pela secretária regional da Saúde e Protecção Civil, assim como o contributo dos patrocinadores, associações, artistas, trabalhadores e voluntários.
Jorge Santos encerrou a intervenção com a garantia de que a ligação entre a Região e a Venezuela permanecerá viva: “Enquanto houver um madeirense na Venezuela e um venezuelano na Madeira, haverá uma ponte que nenhum oceano conseguirá separar”, finalizou exortando ao amor e à fraternidade.