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Festa Luso-Venezuelana mobiliza apoio às vítimas dos sismos

Foto Rui Silva/ASPRESS
Foto Rui Silva/ASPRESS

A proximidade entre a realização da Festa Luso-Venezuelana e os recentes sismos que atingiram a Venezuela levou a organização a associar ao evento uma forte componente solidária, com uma angariação de fundos destinada a apoiar as populações afectadas pela catástrofe.

Susana Pimenta, directora de Marketing do DIÁRIO, explicou que, apesar de o evento ter sido pensado como um momento de celebração da cultura, da diversidade e da ligação entre os dois países, os acontecimentos recentes deram uma nova dimensão à iniciativa.

“Entendemos que não podíamos ficar indiferentes e resolvemos, de imediato, montar um projecto solidário que desse suporte às vítimas do sismo”, afirmou.

A campanha envolve as barracas presentes no recinto, às quais foram disponibilizados cerca de 120 copos personalizados com a imagem da Festa Luso-Venezuelana, para comercialização, revertendo a respectiva receita para a causa solidária.

A angariação estende-se a outros produtos associados ao evento. Chapéus, t-shirts, fitas para os copos e leques de várias cores, todos personalizados com a marca da Festa Luso-Venezuelana, estão a ser comercializados com o objectivo de reforçar o montante a entregar às vítimas.

Também os artistas que integram o programa foram chamados a participar. Segundo Susana Pimenta, todos foram informados desta vertente solidária e convidados a entregar parte do respectivo cachê para a mesma causa, alargando a mobilização a quem sobe ao palco durante os três dias.

O valor angariado nas barracas será recolhido no domingo, no final do evento, e entregue ao DIÁRIO para contabilização. O montante global será posteriormente anunciado num momento formal, com a participação do presidente e do vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava e do director do DIÁRIO.

A verba resultante desta mobilização será entregue ao Banco Alimentar da Venezuela, procurando fazer chegar uma ajuda concreta às populações afectadas pelos recentes sismos.

Ainda não existe uma estimativa do valor que poderá ser alcançado, uma vez que a adesão decorrerá ao longo dos três dias. As contas serão feitas no domingo, encerrando uma edição em que a celebração das raízes e dos laços entre a Madeira e a Venezuela ganhou também um forte significado de solidariedade.

A festa decorre na frente mar da Ribeira Brava até domingo