PPM defende mais radares móveis e fiscalização para travar acidentes
O PPM Madeira manifestou, hoje, publicamente a preocupação com o aumento dos acidentes de viação na Região, alegando que os números registados este ano já ultrapassaram os valores de 2019, ano apontado como o pior registo de mortes nas estradas madeirenses.
Em comunicado assinado pelo coordenador do PPM Madeira, Paulo Brito, o partido monárquico refere que tem conhecimento da petição em curso para a instalação de radares fixos na Via Rápida (VR1), mas considera que esta medida, por si só, não será a estratégia mais eficaz para prevenir acidentes.
Para o PPM, a sinistralidade não se limita à VR1, ocorrendo também nas vias expresso e nas estradas regionais. O partido defende, por isso, o reforço da fiscalização através de radares móveis e de uma presença mais regular das autoridades nas estradas.
“Para além dos radares fixos, deveremos ter meios móveis, em todas as estradas, de forma a prevenir tanto excessos de velocidade, bem como os condutores que furam os semáforos vermelhos impunemente”, afirma Paulo Brito.
O coordenador do PPM Madeira argumenta que os radares fixos apenas permitiriam controlar alguns pontos da rede viária, defendendo que os condutores que adoptam comportamentos de risco poderiam adaptar a condução aos locais onde sabem existir controlo de velocidade.
Os monárquicos consideram ainda que a instalação de radares fixos representaria um investimento elevado para o erário público e defende que devem ser reforçados os meios móveis de fiscalização, capazes de abranger diferentes vias e situações, incluindo excesso de velocidade e desrespeito pela sinalização semafórica.
No comunicado, Paulo Brito critica também as posições assumidas por um deputado da Assembleia da República eleito pela Madeira relativamente à chegada de uma viatura de alta cilindrada para o Comando Regional da PSP, lembrando que o veículo foi apreendido no âmbito de processos relacionados com tráfico de droga e reverteu a favor do Estado.
O coordenador do PPM Madeira defende que o reforço dos meios policiais deve contribuir para a prevenção da sinistralidade rodoviária, considerando essencial uma fiscalização mais abrangente para reduzir acidentes e evitar mortes nas estradas da Região.