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EUA aumentam controlo das redes sociais de estrangeiros que pedem vistos

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Os Estados Unidos anunciaram hoje que vão aumentar a vigilância nas redes sociais de estrangeiros que pedem vistos, incluindo jornalistas, no âmbito do endurecimento da política migratória imposta pelo Presidente Donald Trump. 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, partilhou na rede social X um artigo do site noticioso Daily Signal que indica que o Departamento de Estado alargou a vigilância nas redes sociais a mais tipos de vistos estrangeiros, citando um documento interno. 

"A verificação dos perfis online visa permitir que os requerentes provem que cumprem os requisitos para obter um visto de acordo com a legislação americana e garantir que nenhuma pessoa representa um risco para a segurança e proteção dos Estados Unidos", afirmou um porta-voz do Departamento de Estado à agência de notícias francesa AFP. 

Isto já se aplica a vários tipos de vistos para entrar nos Estados Unidos, incluindo estudantes estrangeiros ou participantes em intercâmbios culturais, que têm de mudar os parâmetros dos seus perfis para os tornarem públicos.

Agora, passará a aplicar-se a jornalistas estrangeiros e a alguns cidadãos do México e do Canadá.

Esta política é criticada por várias ONG que defendem a proteção da vida privada.

Desde que voltou ao poder, o Trump tem feito das restrições à imigração uma prioridade, expulsando em massa imigrantes ilegais, mas também restringiu significativamente, por vezes de forma drástica, a entrada legal de cidadãos estrangeiros.

"Ter visto é um privilégio e não um direito", diz recorrentemente o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Além disso, segundo as novas regras, que devem entrar em vigor em breve, salvo bloqueio no Congresso, os jornalistas estrangeiros estarão limitados a estadias de 240 dias (cerca de oito meses), podendo solicitar renovações por períodos idênticos.