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Madeira

Francisco Gomes acusa Albuquerque de governar “de costas voltadas para o povo”

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O deputado do Chega à Assembleia da República, Francisco Gomes, acusou este domingo o Governo Regional de Miguel Albuquerque de ser um executivo elitista e de ter perdido a capacidade de responder aos problemas concretos das famílias madeirenses. As declarações foram feitas durante uma iniciativa do partido no concelho de Machico, por ocasião da Festa do Santíssimo Sacramento e da Queima dos Fachos.

"Miguel Albuquerque governa para uma pequena elite e para se manter no poder. Perdeu completamente o contacto com a realidade de quem trabalha, paga impostos, cria os filhos e chega ao fim do mês a contar os euros. Temos um governo cansado, arrogante, cheio de soberba e de costas voltadas para o povo", afirma.

O parlamentar destacou a crise na habitação, a subida do custo de vida, as falhas no Serviço Regional de Saúde, a perda de jovens e a baixa natalidade como os principais problemas estruturais da Região.

"Temos jovens que trabalham e não conseguem comprar uma casa, famílias esmagadas pelo custo de vida e pessoas que esperam demasiado tempo por consultas, exames e tratamentos. Temos jovens que partem porque não encontram oportunidades e famílias que adiam ou abandonam o projeto de ter filhos. Perante tudo isto, qual é a solução de Miguel Albuquerque? Mais propaganda e mais dinheiro para os mesmos de sempre", alerta.

Francisco Gomes criticou ainda o favoritismo do executivo a grupos económicos próximos do poder e defendeu uma reformulação da política de apoios sociais, que no seu entender deve valorizar o trabalho e combater abusos.

"Para os interesses instalados e para certas empresas com relações de proximidade ao poder nunca falta dinheiro. Para uma família que precisa de casa, para um doente que espera por tratamento ou para um jovem que quer construir a sua vida na Madeira, aparecem sempre desculpas. Esta inversão de prioridades é politicamente intolerável!", remata.

Vai mais longe e diz que "Um governo sério ajuda quem não pode trabalhar, mas não transforma subsídios numa forma de comprar dependências políticas nem aceita que quem pode contribuir escolha viver permanentemente à custa de quem trabalha. O objetivo deve ser criar emprego, aumentar rendimentos e dar autonomia às pessoas, e não mantê-las dependentes do poder".

A finalizar, o deputado sublinhou que a Região precisa de uma mudança urgente focada na saúde, habitação e oportunidades para os jovens.