Francisco Gomes acusa Comando Regional da PSP de "incompetência"
O deputado do CHEGA na Assembleia da República, Francisco Gomes, acusa o Comando Regional da PSP-Madeira de estar a sacrificar o policiamento de proximidade e o patrulhamento rodoviário para mobilizar agentes para serviços remunerados em festas e arraiais.
Segundo o parlamentar numa nota de imprensa enviada à comunicação social, esta situação estará também a provocar uma sobrecarga dos profissionais, com alterações de turnos, perda de folgas e impactos na vida familiar dos agentes.
Francisco Gomes aponta, como exemplo, o passado sábado, 22 de Agosto. De acordo com informações que afirma ter recebido, durante o turno entre as 7h45 e as 16h00 teriam estado apenas quatro agentes no terreno para assegurar o policiamento nas esquadras de Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta. O deputado afirma ainda que estariam apenas dois graduados de serviço, um na Ribeira Brava e outro em Câmara de Lobos, enquanto outros agentes teriam sido mobilizados para serviços remunerados associados a festas e arraiais. O Chega considera que, caso estes dados sejam confirmados, a situação exige esclarecimentos imediatos.
“Quatro agentes para garantir presença policial numa área que abrange quatro concelhos é absolutamente incompreensível”, afirma Francisco Gomes, que acusa a estrutura policial de “esvaziar o policiamento” das comunidades.
O parlamentar critica igualmente o impacto da organização dos serviços nos próprios agentes, alegando que existem denúncias de sobrecarga de trabalho e interferência nas suas folgas e vida familiar.
Francisco Gomes exige, por isso, que a Direcção Nacional da PSP analise a situação e critica a actuação do Comando Regional, que classifica como marcada por “incompetência, desnorte e complacência”.
“Precisamos de uma liderança que lute por mais agentes, melhores condições e maior segurança para a Madeira”, defende o deputado.