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RDCongo eleva para 1.675 o número de mortes causadas pelo vírus Ébola

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O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) elevou hoje para 1.657 o número de mortes por Ébola, num total de 3.748 casos confirmados desde que o atual surto foi declarado, a 15 de maio.

A taxa de letalidade está atualmente nos 44,2%, segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Comunicação congolês, com dados recolhidos até 01 de agosto.

Estão em isolamento ou hospitalizados 690 doentes e 708 pessoas recuperaram da doença, sendo a taxa de rastreio de contactos de 80,1%.

"Os sistemas de vigilância, investigação e laboratório continuam totalmente mobilizados, com mais de mil alertas investigados e centenas de amostras analisadas nas últimas 24 horas", acrescentou o ministério.

Até à data, cinco províncias congolesas foram afetadas pelo surto de Ébola que, entretanto, evoluiu para epidemia: Ituri (epicentro do surto), Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uele (leste), além de Tshopo (centro-norte).

Esta é a décima sétima epidemia a afetar a RDCongo e apresenta a taxa de crescimento de infeções mais rápida em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, ainda está longe da pior epidemia de Ébola da história, que ocorreu na África Ocidental entre 2014 e 2016 e causou aproximadamente 11.000 mortes e 28.000 infeções.

Depois de ter sido declarada a 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda, a epidemia alastrou também a este último país.

A epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo, que tem uma taxa de mortalidade entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.