Confiança aumenta na indústria, construção e comércio, mas recua nos serviços em Julho
Os indicadores de confiança empresarial melhoraram em Julho nos sectores da Indústria Transformadora, da Construção e Obras Públicas e do Comércio, na Madeira, enquanto os Serviços inverteram a tendência positiva registada ao longo do primeiro semestre e registaram uma quebra. Os dados constam dos Inquéritos Qualitativos de Conjuntura divulgados pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
A Indústria Transformadora registou o quarto aumento mensal consecutivo do indicador de confiança, depois da descida observada em Março. A evolução foi impulsionada pelas perspectivas de produção e pelas opiniões mais favoráveis sobre a evolução da procura global, embora as apreciações relativas aos stocks de produtos tenham exercido um efeito negativo. As expectativas quanto aos preços de venda voltaram também a aumentar em Julho.
Na Construção e Obras Públicas, o indicador recuperou após três meses de recuos, reflectindo uma melhoria da carteira de encomendas e das perspectivas de emprego. Já as expectativas quanto aos preços praticados pelas empresas mantiveram-se estáveis, depois das descidas verificadas em Maio e Junho.
Também o Comércio registou uma recuperação da confiança, depois de um ligeiro abrandamento em Junho. O aumento foi sustentado pelas melhores perspectivas quanto à actividade das empresas, apesar de o volume de vendas e os stocks terem contribuído negativamente para o resultado. Em paralelo, as expectativas de evolução dos preços continuaram a diminuir pelo terceiro mês consecutivo.
Em sentido contrário, o sector dos Serviços registou uma redução do indicador de confiança, interrompendo a trajectória de crescimento observada desde o início do ano. A descida reflectiu o agravamento das opiniões sobre a carteira de encomendas, da avaliação da actividade das empresas e das perspectivas de evolução futura da procura.
A DREM assinala ainda que a dificuldade em recrutar pessoal qualificado continua a ser o principal constrangimento sentido pela Indústria Transformadora, problema que também se agravou no Comércio entre Janeiro e Abril. Nos Serviços, a insuficiência da procura ganhou maior relevância como factor limitativo da actividade, enquanto na Construção e Obras Públicas sobressai a redução das perspectivas de actividade para os próximos três meses.