Os livros do Vaticano

Ao longo destes séculos, o Vaticano queimou milhões de livros. Não só queimou essas obras, como ainda queimou vivos na fogueira os seus autores, apenas por terem ideias diferentes das da Igreja Católica.

Contudo, o Vaticano, ao queimar esses livros, ainda teve a inteligência de guardar alguns exemplares. O Vaticano tem centenas de milhares desses volumes guardados a sete chaves, para que ninguém possa ter acesso a eles. Não sei se é por ignorância ou por estupidez que, nos dias de hoje, o Vaticano continua a esconder esses livros do público.

Acredito que hoje poderíamos ter um mundo muito mais desenvolvido, e as pessoas seriam muito mais inteligentes, com muito mais amor e respeito uns pelos outros, se o Vaticano não tivesse proibido as pessoas de ler essas obras.

O Vaticano não pode continuar a esconder estes livros das pessoas. Tem a obrigação e o dever de os entregar às editoras, para que toda a gente os possa ler e estudar. Acredito que alguns destes livros ainda fazem sentido hoje em dia e, provavelmente, ainda podem tornar este mundo um pouco melhor.

O Vaticano diz que é uma religião aberta a toda a gente, diz que respeita todos e que cada um é livre de pensar como quer. Então eu pergunto: porque é que o Vaticano continua a esconder estes livros de todos nós? Porque tem o Vaticano tanto medo destes livros, escondendo-os para que ninguém lhes aceda?

Está na hora de o Vaticano entregar estas obras às editoras para que possam ser publicadas e para que o público as possa ler livremente. Faço aqui um apelo ao Vaticano e ao Papa Francisco: mostrem estes livros e deixem que toda a gente os leia livremente.

O Vaticano não pode continuar com a mesma mentalidade de há dois mil anos. Estamos no ano de 2024; as pessoas evoluíram muito em dois mil anos, mas, infelizmente, o Vaticano não foi capaz de acompanhar a evolução humana.

Edgar B. Silva