Putin apresenta condolências pelas vítimas da inundação do Nepal
O Presidente russo apresentou ontem condolências às autoridades da China e do Nepal pelas vítimas da inundação que afetou várias localidades numa zona fronteiriça entre os países.
"Pedimos-lhes que aceitem as nossas mais sinceras condolências pelas numerosas vítimas e pela grave destruição causada pelos deslizamentos de lama e pelas inundações nas regiões do nordeste do seu país", afirmou Vladimir Putin num telegrama dirigido ao Presidente e ao primeiro-ministro do Nepal.
O líder russo salientou que o país partilha a dor do povo nepalês e pediu que fossem transmitidas palavras de condolências às famílias e amigos das vítimas, bem como votos de rápida recuperação a todos os afetados pela catástrofe natural.
Numa outra mensagem, enviada às autoridades chinesas, Putin expressou as "mais sinceras condolências pelas trágicas consequências dos deslizamentos de terra na região autónoma do Tibete".
As autoridades do Nepal anunciaram ontem um novo balanço provisório de 359 mortos.
Os números têm subido rapidamente à medida que as equipas de resgate vão conseguindo chegar aos locais mais atingidos, até porque há mais de 800 desaparecidos no Nepal, incluindo centenas de estrangeiros, entre os quais dois portugueses.
As autoridades nepalesas disseram ontem que resgataram 445 pessoas com vida, entre as quais 27 estrangeiros.
A China anunciou na quarta-feira um balanço provisório de três mortos e 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros.
"Peço-vos que transmitam a minha solidariedade e apoio àqueles que perderam entes queridos devido a esta catástrofe, bem como os meus melhores votos de rápida recuperação a todos os afetados", acrescentou Putin na mensagem
Um porta-voz da Polícia nepalesa de Katmandu, Abhi Narayan Kafle, disse à agência de notícias espanhola EFE o último balanço que as autoridades resgataram com vida 445 pessoas nas últimas horas, entre as quais 27 estrangeiros.
Momentos antes, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, chegou à zona afetada pela inundação no condado tibetano de Gyirong.
A agência estatal Xinhua informou num breve comunicado que, a pedido do Presidente chinês, Xi Jinping, Li deslocou-se a Gyirong para orientar os trabalhos de resgate e socorro e visitar as equipas de salvamento e a população reinstalada.
As autoridades meteorológicas chinesas alertaram ontem para novas chuvas nos próximos três dias em Gyirong e advertiram que a precipitação poderá dificultar as tarefas de resgate, noticiou a agência espanhola EFE.
O Centro Meteorológico Nacional do país asiático prevê chuva de intensidade variável entre hoje e sábado em Gyirong, com tendência a intensificar-se no último dia, em que poderá ser moderada a forte.
Na zona situada entre o posto fronteiriço de Gyirong e o Nepal são esperadas também chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoada, fortes rajadas de vento e granizo.
Os especialistas advertiram que a precipitação pode afetar tanto as operações de emergência como os transportes e elevar o risco de novas enxurradas de lama e deslizamentos de terras.
As operações decorrem numa zona montanhosa dos Himalaias onde a enxurrada danificou estradas e comunicações e deixou o terreno exposto a novos deslizamentos, um risco que as chuvas previstas até sábado poderão agravar.