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Dalai-lama reza pelas vítimas da enxurrada

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O dalai-lama, líder espiritual dos budistas tibetanos, disse hoje que rezava pelos que morreram na enxurrada que atingiu na quarta-feira uma zona de fronteira entre o Nepal e a região chinesa do Tibete.

As autoridades do Nepal anunciaram hoje um balanço provisório de 289 mortos, a que se juntam três vítimas mortais do lado da China, havendo ainda mais de 1.300 desaparecidos, incluindo centenas de turistas de várias nacionalidades.

"Fico profundamente entristecido ao saber das devastadoras inundações na região de Rasuwa, no Nepal, e em Kyirong, no Tibete, que provocaram perdas humanas e graves danos estruturais", disse o dalai-lama num comunicado divulgado pela Administração Central Tibetana, sediada na Índia.

"Rezo por todos os que perderam a vida e apresento as minhas mais sentidas condolências aos familiares e a todos os afetados por esta tragédia", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

Tenzin Gyatso, nome que adotou quando foi entronizado em 1940, com 4 anos de idade, o líder tibetano exilado na Índia desde 1959 lembrou que a região "já sofreu calamidades" anteriormente.

"Estes são sem dúvida sintomas de uma causa subjacente mais profunda, seja a alteração climática ou outros fatores. Espero que sejam tomadas as medidas de acompanhamento adequadas, sempre que possível, para garantir que tais desastres não se repitam", acrescentou.

Uma maciça enxurrada de causas ainda não esclarecidas surpreendeu na quarta-feira com violência o distrito nepalês de Rasuwa, situado na província de Bagmati, e o contíguo condado de Gyirong, no Tibete.

O Tibete é uma região autónoma do sudoeste da China sob controlo de Pequim desde a década de 1950 e cuja situação política, cultural e religiosa tem sido objeto de críticas contínuas de países ocidentais e organizações de direitos humanos.

O dalai-lama fugiu para a Índia em 1959, após o fracasso de uma revolta contra o controlo chinês e desde então vive no exílio.

Pequim acusa o dalai-lama, de 91 anos, de promover o separatismo e defende que o Tibete é parte inalienável da República Popular da China.

Dias antes do 90.º aniversário, o líder espiritual anunciou que a linhagem continuaria e que o seu círculo privado iria gerir o processo, pondo fim à tese de que seria o último dalai-lama, uma instituição com 600 anos.