DNOTICIAS.PT
País

Mulher detida e em prisão preventiva por roubo e coacção sexual em Évora

None
Foto Shutterstock

Uma mulher de 55 anos foi detida pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de roubo e coação sexual contra uma mulher e um homem, de 95 e 68 anos, em Évora, foi hoje revelado.

Em comunicado publicado na página de Internet da Procuradoria-Geral Regional de Évora, consultado pela agência Lusa, o Ministério Público (MP) anunciou que a suspeita foi presente na terça-feira a primeiro interrogatório judicial.

A mulher está "indiciada pela prática dos crimes de roubo agravado e de coação sexual contra duas vítimas, uma mulher e um homem, ambos também de nacionalidade portuguesa, com 95 e 68 anos, respetivamente", pode ler-se.

Segundo o MP, os factos ocorreram no passado dia 14 deste mês, no interior da residência onde ambas as vítimas residiam.

A arguida, de acordo com a mesma fonte, forçou, sem sucesso, o homem "a manter consigo relações sexuais, a troco de dinheiro".

E conseguiu, "mediante força física" exercida sobre a mulher, apropriar-se de objetos de metal precioso que esta usava, num valor superior a 102 euros, acrescentou.

A arguida "encontra-se ainda fortemente indiciada da prática de crime de furto qualificado", realçou o MP, explicando que, em 11 de março deste ano, a mulher, após arrombar uma casa, apropriou-se "de vários objetos que se encontravam no interior, em valor superior a 700 euros".

Na sequência de "diligências de investigação necessárias à recolha de elementos probatórios", e uma vez que existia "forte perigo de continuação de atividade criminosa e necessidade urgente de intervenção", a mulher foi detida pela PSP, este fim de semana, com base em mandados de detenção fora de flagrante delito, afirmou o MP.

A arguida, referiu, "possui vários antecedentes criminais por crimes contra o património, inclusive com cumprimento de várias penas de prisão efetivas, tendo-lhe sido imputada a reincidência na atuação".

"Todos os factos ocorreram em Évora", assinalou o MP, indicando que, após o interrogatório judicial, foi decretada a prisão preventiva da arguida, por o juiz entender verificados "os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa".

As investigações prosseguem sob a direção da 1.ª secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação da PSP de Évora.