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Madeira

JPP exige valorização das ajudantes domiciliárias e critica redução do apoio domiciliário

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O JPP voltou esta quarta-feira a alertar para as dificuldades das ajudantes domiciliárias e para o que considera ser uma contradição entre o discurso do Governo Regional sobre o reforço do apoio domiciliário e a realidade no terreno. Em conferência de imprensa em Machico, a presidente do partido, Lina Pereira, defendeu a valorização destas profissionais e questionou a redução do número de idosos abrangidos pelo Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).

"Estamos hoje numa zona mais afastada do centro de Machico, exactamente para abordar um assunto que para muitos é invisível, mas que merece toda a nossa consideração e, acima de tudo, uma resposta imediata deste Governo Regional. E falo especificamente das ajudantes domiciliárias", afirmou.

A deputada criticou ainda o facto de o Governo ter anunciado, durante o período de férias, medidas que considera penalizarem os cidadãos mais vulneráveis: "Tivemos conhecimento, em pleno período de férias de milhares de famílias madeirenses e porto-santenses, de novidades deste Governo Regional que se aproveitou, uma vez mais desta época, para anunciar ‘novidades’ que penalizam os cidadãos mais vulneráveis da nossa terra".

Lina Pereira referiu-se à reprogramação do PRR, que aponta um corte de cerca de 500 camas entre cuidados continuados e estruturas residenciais: "Confirmou-se a tão falada reprogramação do PRR, com o corte brutal de cerca de 500 camas entre cuidados continuados e estruturas residenciais, fazendo já parte do discurso deste Governo que a aposta será feita no reforço do apoio domiciliário. Na manutenção do idoso na sua zona de conforto. E até aqui, tudo certo. Mas qual é a verdadeira realidade?".

Segundo a vice-presidente da bancada parlamentar do JPP, os números não acompanham o discurso do Governo: "A realidade é que os números desmentem a propaganda. Entre Março de 2024 e Julho deste ano, o número de idosos com apoio domiciliário caiu de 3.272 para 3.100. Ou seja, cortam-se as camas previstas em PRR e reduziram-se os beneficiários do SAD".

A deputada destacou ainda o papel das ajudantes domiciliárias, que considera estarem "na linha da frente" de um sistema em rutura: "E quem é que está na linha da frente a segurar este sistema em rutura? São as ajudantes domiciliárias. Mulheres que fazem um trabalho incansável e profundamente desgastante, muitas vezes já perto dos 60 anos de idade ou até mais, que percorrem desde as zonas mais urbanas às mais rurais das nossas ilhas".

Lina Pereira considera ainda existir uma desigualdade entre as profissionais que trabalham directamente para a Segurança Social e as que exercem funções nas IPSS.