PS exige mais casas acessíveis
Isabel Garcês critica construção em altura e pede política habitacional
A representante do PS na Sessão Solene dos 518 anos do Funchal, Isabel Garcês, apontou a habitação como a principal emergência social da cidade e defendeu mais casas acessíveis para as famílias.
A socialista criticou a defesa de prédios com mais de 20 pisos pelo Governo Regional e a posição favorável da Câmara, questionando se "construir mais alto significa necessariamente mais habitação acessível".
"A verdade é que construção em altura não é, necessariamente, sinónimo de habitação acessível", afirmou, defendendo uma política assente na habitação pública, recuperação de casas devolutas, apoio ao arrendamento e utilização de património e terrenos municipais.
Isabel Garcês reivindicou ainda o legado dos oito anos de coligações que integraram o PS, destacando o investimento em habitação social, a recuperação de mais de uma centena de edifícios no centro histórico, o Subsídio Municipal ao Arrendamento e o PRESERVA.
Na mobilidade, defendeu "melhor transporte público, intermodal e gratuito", melhores condições pedonais e afirmou que o PAMUS tem de sair da gaveta.
A socialista saudou o avanço da Polícia Municipal, mas exigiu saber quando será criada, com quantos efectivos, competências e orçamento.
Na economia, defendeu o reforço do Balcão do Investidor, criado pelo PS, e, no turismo, afirmou que o sucesso não deve ser medido apenas pelo número de visitantes. "Uma cidade tem de ser, antes de mais, casa para quem nela vive", afirmou.
Isabel Garcês terminou defendendo um Funchal com mais habitação, melhor mobilidade e segurança, crescimento planeado e preservação da identidade e da paisagem, afirmando que "as palavras se transformam em obra e as promessas em resultados".