JPP acusa maioria de rejeitar todas as suas propostas
Isabel Santos critica PSD/CDS por não aprovar nenhuma das 13 propostas apresentadas pelo JPP e defende uma cidade mais focada na habitação e qualidade de vida
A representante do JPP na Sessão Solene dos 518 anos do Funchal, Isabel Santos, acusou a maioria PSD/CDS na Câmara Municipal de não ter aprovado nenhuma das 13 propostas apresentadas pelo partido nos primeiros meses de mandato.
Na sua primeira intervenção nesta cerimónia, Isabel Santos afirmou que o JPP, enquanto principal força da oposição, tem procurado exercer o mandato com "firmeza e sentido de responsabilidade", salientando que viabilizou mais de 90% das propostas apresentadas pela maioria, avaliando cada decisão pelo seu mérito.
"Quando 13 propostas, sobre matérias diferentes, não encontram qualquer acolhimento, há uma questão que inevitavelmente se coloca: estamos a avaliar as propostas pelo seu conteúdo ou também pela força política de onde partem?", questionou.
A dirigente defendeu ainda uma democracia municipal que garanta à oposição informação atempada e participação nos processos e momentos institucionais.
Na intervenção, a habitação foi apontada como um dos principais desafios do Funchal, a par do custo de vida, mobilidade, envelhecimento e resposta social. Isabel Santos defendeu que a cidade deve crescer "sem empurrar os funchalenses para fora da própria cidade".
A representante do JPP reclamou também maior atenção à manutenção dos espaços públicos, passeios, jardins, limpeza urbana, resíduos, acessibilidades e património, sublinhando que "o Funchal não acaba na baixa" e que as populações das zonas altas têm os mesmos direitos a acessos, segurança e qualidade do espaço público.
A protecção do litoral, a qualidade das águas e dos ecossistemas marinhos foram igualmente incluídas entre as prioridades, juntamente com a preservação do património, das quintas, dos núcleos históricos, da paisagem e da frente de mar.
"Para nós, o desenvolvimento tem rostos", afirmou Isabel Santos, defendendo que o progresso deve traduzir-se em melhores condições para as famílias, jovens, idosos, comerciantes e demais funchalenses.
No final, garantiu que o JPP continuará a exercer o mandato com "voz própria, fiscalização exigente, propostas e disponibilidade para construir soluções", reconhecendo as decisões que considere positivas e criticando as que entenda estarem erradas ou poderem ser melhoradas.