Dormidas recuam em Junho, mas receitas do turismo crescem 5,6% na Madeira
O alojamento turístico da Madeira registou, em Junho, uma ligeira quebra no número de dormidas, mas continuou a aumentar as receitas, segundo os dados divulgados hoje pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
No sexto mês do ano, a Região recebeu 231,2 mil hóspedes, mais 2,6% do que em igual período de 2025, que geraram 1,146 milhões de dormidas, o que representa uma diminuição homóloga de 0,7%.
De acordo com a DREM, a hotelaria concentrou 66,1% das dormidas, num total de 757,6 mil, registando uma quebra de 3,4%. Em sentido contrário, o alojamento local cresceu 5,8%, representando 31,8% das dormidas, enquanto o turismo no espaço rural recuou 8,7%.
Apesar da redução das dormidas, os proveitos totais do sector aumentaram 5,6%, fixando-se em 86,9 milhões de euros. Já os proveitos de aposento cresceram 5,1%, para 61,7 milhões de euros.
Nos primeiros seis meses do ano, o alojamento turístico da Região contabilizou 1,24 milhões de hóspedes, mais 6,9% do que no mesmo período de 2025, enquanto as dormidas aumentaram 2,2%, ultrapassando os 6,1 milhões.
O mercado nacional foi, em Junho, o principal emissor de turistas para a Madeira, concentrando 20,5% das dormidas e registando um crescimento de 7,6% face ao período homólogo. Trata-se da primeira vez em 2026 que Portugal lidera entre os principais mercados emissores. Seguiram-se a Alemanha, com 17,1% das dormidas, e o Reino Unido, com 15,3%.
A taxa líquida de ocupação-cama situou-se nos 67,3%, menos 7,2 pontos percentuais do que em Junho de 2025, enquanto a estada média baixou de 4,59 para 4,49 noites.
A DREM destaca ainda que o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 2%, para 109,50 euros, enquanto o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) cresceu 9,9%, fixando-se em 138,90 euros.