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Situação em Madrid e Ávila melhora mas fogos continuam activos

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Os incêndios na região de Madrid abrandaram e em Ávila houve também "ligeira melhoria" durante a noite e madrugada, mas permanecem frentes e focos ativos e por estabilizar, disseram hoje as autoridades espanholas.

Numa atualização da situação dos fogos hoje de manhã, a Delegação do Governo de Espanha na Comunidade de Madrid disse que os incêndios nesta região "diminuíram o avanço" nas últimas horas, permitindo a atuação dos meios de extinção sobre as chamas.

No entanto, o incêndio na serra oeste de Madrid continua ativo e sem estar totalmente estabilizado, mantendo-se três frentes de fogo, com as autoridades a insistirem no apelo à precaução por parte das populações e que as pessoas se informem através de fontes oficiais e credíveis.

"Noite de intenso de trabalho para avançar para a estabilização do incêndio", disse, por seu turno, o serviço de proteção civil da Comunidade de Madrid (governo regional), numa informação divulgada às 08:00 locais (07:00 em Lisboa).

As autoridades de Madrid alertaram que as previsões para o vento, com rajadas que podem alcançar 30 quilómetros por hora, "complicarão os trabalhos de extinção esta segunda-feira", depois de terem sido contidas as frentes do incêndio durante o fim de semana.

Quanto ao incêndio na província vizinha de Ávila, a situação teve uma "ligeira melhoria" durante a noite e madrugada, apesar de alguns sustos provocados pelo vento, com reacendimentos que puderam, porém, ser controlados, disseram as autoridades.

"É preciso ter prudência, o trabalho é intenso", com a situação a ser avaliada em permanência, disse o o responsável pela pasta de Meio Ambiente no governo regional de Castela e Leão, Jorge Llorente, citado pela agência EFE.

O incêndio de Ávila, que já queimou perto de 50.000 hectares deste a semana passada e é considerado pelo governo espanhol o maior na história recente do país, é um fogo "complicado, com incógnitas e muito variadas", alertou Jorge LLorente, que pediu também para as populações se informarem através de canais institucionais.

Espanha declarou a situação de emergência nacional nas províncias de Madrid, Ávila e Toledo, no centro do país, por causa dos fogos florestais, que levaram a confinar ou a retirar de casa mais de 90.000 pessoas desde quinta-feira e já queimaram 77.000 hectares.

Além destes fogos em Ávila, Madrid e Toledo - que estão a ser combatidos como se fossem um só, por estarem em territórios vizinhos -, as autoridades espanholas estão a alertar para a evolução de um incêndio em Vall d'Uixó, Castellón, na região de Valência, no leste do país, que já levou a retirar de casa 18.000 pessoas e já queimou 6.500 hectares.

Estão hoje a combater este incêndio 30 meios aéreos, segundo o governo regional de Valência.

O combate aos fogos em Madrid, Ávila e Toledo evoluiu favoravelmente nas últimas duas noites e no domingo, quando contou com melhores condições meteorológicas, com a Unidade Militar de Emergências (UME), que está a coordenar os trabalhos no terreno, a dar como contidas as frentes de fogo durante o fim de semana, apesar de se manterem focos ativos e por controlar.

No entanto, o risco para os incêndios voltará a aumentar a partir de terça-feira para níveis muito altos ou extremos na maior parte do país, por causa da subida das temperatura e "calor intenso", alertou hoje a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).

Devido à evolução favorável do combate aos incêndios na serra oeste de Madrid, esta segunda-feira poderão regressar a casa as pessoas que foram retiradas de várias localidades, incluindo os idosos de um lar, será reaberto um campo de campismo e retomada pelo menos uma linha de autocarro interurbano, segundo a Delegação do Governo de Espanha na Comunidade de Madrid.