Duarte Freitas quer Porto Santo como território de investimento e emprego durante todo o ano
O secretário regional das Finanças, Duarte Freitas, defendeu, este domingo, que o Porto Santo deve afirmar-se cada vez mais como um território de investimento, criação de empresas e emprego durante todo o ano, destacando a evolução dos indicadores económicos e demográficos como prova do crescimento da ilha.
Na sessão de encerramento da Expo Porto Santo, o governante salientou que a ilha tem hoje a maior população da sua história, com 6.916 residentes, resultado de um saldo migratório positivo. Referiu igualmente que,em 2024, a ilha atingiu máximos históricos no número de empresas, trabalhadores e volume de negócios, contabilizando 657 empresas, mais de 1.650 postos de trabalho e um volume de negócios superior a 80 milhões de euros.
Segundo nota à imprensa, o secretário das Finanças acrescentou que o desemprego continua a diminuir e que, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), demonstram que o Porto Santo apresenta o segundo maior poder de compra per capita da Região, apenas atrás do Funchal.
No seu discurso, Duarte Freitas defendeu, por isso, que o Porto Santo "tem de deixar de ser visto apenas como um excelente destino turístico" e passar a ser reconhecido como um território onde vale a pena investir, inovar, criar empresas, gerar emprego e desenvolver projetos de vida ao longo de todo o ano.
"Estes são indicadores que não acontecem por acaso. Resultam da confiança de quem investe, do trabalho dos porto-santenses e de políticas públicas orientadas para criar melhores condições de crescimento económico e de desenvolvimento para esta ilha", afirmou.
O secretário regional sublinhou ainda que a Madeira e o Porto Santo oferecem atualmente um quadro de estabilidade financeira e de confiança institucional favorável ao investimento privado, lembrando que "contas públicas responsáveis" permitem criar melhores condições para o crescimento económico.
Enquanto responsável pela tutela do Porto Santo, Duarte Freitas reconheceu os desafios associadosà insularidade, à dimensão do mercado e à sazonalidade, mas defendeu que quem investe na ilha "está a criar emprego, a fixar população, a gerar oportunidades e a ajudar a construir o futuro do Porto Santo".
Para reforçar a competitividade da ilha, recordou medidas como a redução da taxa de IRC para as micro, pequenas e médias empresas sediadas no Porto Santo, a diferenciação positiva no acesso aos fundos comunitários e o reforço do Subsídio Socialde Mobilidade entre ilhas. Desde 2016, esta medida apoiou cerca de 1,4 milhões de viagens, correspondendo a um investimento do Governo Regional de cerca de 22 milhões de euros.
A intervenção decorreu na cerimónia de encerramento da Expo Porto Santo, iniciativa organizada pela Associação de Indústria, Comércio e Turismo do Porto Santo, em parceria com a Câmara Municipal e com o apoio do Governo Regional.
Na ocasião o secretário regional felicitou a organização do certame, considerando que o evento continua a afirmar-se como um espaço privilegiado de promoção da economia local, do empreendedorismo e da capacidade empresarial da ilha.