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Madeira

BE rejeita prédios com mais de 20 andares

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O Bloco de Esquerda critica a intenção manifestada pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, de admitir a construção de edifícios com mais de 20 pisos no Funchal, considerando que essa solução "não resolve a crise da habitação" e apenas favorece a especulação imobiliária.

Em comunicado, o partido sustenta que a construção em altura "não surge para responder às necessidades das famílias", mas sim para alimentar um mercado imobiliário inflacionado, através da criação de novos empreendimentos de luxo. Para o BE, esta estratégia serve os interesses dos grandes promotores imobiliários, em detrimento do direito à habitação.

Os bloquistas contestam igualmente o argumento de que a escassez de território justifica um crescimento em altura na capital, lembrando que a Madeira dispõe de outros concelhos com potencial para receber população e investimento.

Nesse sentido, defendem uma aposta em municípios como Santana, Porto Moniz, São Vicente, Calheta, Machico e Porto Santo, através do reforço das acessibilidades, dos serviços públicos, do emprego e da habitação a custos controlados, de forma a reduzir a concentração populacional no Funchal.

O partido considera que o desenvolvimento regional deve ser mais equilibrado, distribuindo oportunidades por todo o território, em vez de continuar a sobrecarregar a capital.

O BE reafirma ainda a defesa de uma política de habitação assente no aumento da oferta pública, na promoção de habitação acessível, no combate à especulação imobiliária e num planeamento urbano que preserve a identidade da cidade e a qualidade de vida dos residentes. "Construir mais alto não é sinónimo de construir melhor", conclui.