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Madeira

"Santana não pode continuar a viver de promessas"

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O secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, visitou várias localidades do concelho de Santana, acompanhado por militantes e simpatizantes, numa acção de proximidade que permitiu ouvir a população e verificar, no terreno, problemas que continuam sem resposta.

Durante a visita, recordou a promessa de transformar a antiga escola de São Jorge num lar para idosos, um compromisso anunciado há vários anos, mas que permanece por concretizar. Para o JPP, este incumprimento "é particularmente grave" num concelho com uma população cada vez mais envelhecida, onde muitas famílias continuam sem respostas adequadas para os seus idosos.

O JPP alertou igualmente para o abandono de património público, a degradação de edifícios e a falta de investimento em infraestruturas essenciais, realidades que contrastam com os sucessivos anúncios feitos ao longo dos anos.

A visita serviu ainda para recordar um dos maiores símbolos das promessas incumpridas em Santana, o Nó do Cortado. Apresentado repetidamente como uma obra prioritária pelo Governo Regional e pelo PSD, continua por executar, tornando-se o retrato de uma política de anúncios que raramente se traduz em obra feita. A este caso juntam-se outros projetos prometidos e sucessivamente adiados, como o miradouro do Pico da Boneca, o Centro Experimental de Sementes e um auditório.

Para o JPP, estes exemplos demonstram que "o Governo Regional continua a olhar para Santana sobretudo em tempo de eleições". "Multiplicam-se visitas, anúncios e promessas durante as campanhas, mas, terminado o período eleitoral, o concelho volta a ser esquecido e os compromissos ficam por cumprir".

O JPP considera "inaceitável" que o desenvolvimento de um concelho possa ser "condicionado" por critérios político-partidários. "O investimento público deve responder às necessidades das populações e garantir igualdade de tratamento entre todos os concelhos da Região, independentemente da sua expressão política", defende.

O partido critica ainda uma visão do mundo rural limitada à promoção turística. "Santana não pode servir apenas para divulgar a imagem da Madeira ou gerar receitas através dos percursos pedestres. A riqueza criada pelo concelho deve ser reinvestida na recuperação do património, na melhoria dos serviços públicos, na criação de oportunidades para os jovens, no apoio às famílias e no combate ao despovoamento", conclui.