"Continuaremos a dar o nosso contributo para a segurança da região"
O comandante da Zona Aérea da Madeira, coronel Eduardo Freitas, destacou hoje o reforço do papel da Força Aérea na Região Autónoma da Madeira, sublinhando a importância das missões de busca e salvamento, transporte de doentes urgentes e vigilância do espaço marítimo e aéreo.
Em declarações à Rádio Praia e ao DIÁRIO, à margem da Expo Porto Santo, onde a Força Aérea tem um stand e após uma conferência proferida no âmbito do trabalho realizado na região, o responsável salientou a “grande afinidade” da instituição com a ilha dourada, fruto da proximidade da Base Aérea N.º 3, considerando que a presença da Força Aérea se tem vindo a intensificar ao longo dos anos.
"O papel da Força Aérea com a Região Autónoma da Madeira, em particular com o Porto Santo, tem-se intensificado. É uma missão que desenvolvemos há muito tempo e da qual temos muito orgulho", afirmou.
Entre as principais responsabilidades da Força Aérea na região, Eduardo Freitas destacou as operações de busca e salvamento e o transporte aeromédico de doentes urgentes entre o Porto Santo, a Madeira e o continente, missões que classificou como "complexas" e frequentemente realizadas em condições adversas.
"Os nossos militares dão sempre tudo o que têm em prol desta missão e do povo da Região Autónoma da Madeira", referiu.
O comandante evidenciou ainda a relevância estratégica da Madeira no contexto nacional, apontando a necessidade de uma vigilância permanente da vasta área marítima sob jurisdição portuguesa. Segundo explicou, essa monitorização é assegurada não apenas através dos meios aéreos da Força Aérea, mas também pela estação radar instalada no Pico do Areeiro.
"A estação radar tem um papel fulcral nesta vigilância, 24 horas por dia, 365 dias por ano", afirmou, acrescentando que a Força Aérea identifica regularmente "alvos de interesse", comunicando posteriormente a informação às autoridades competentes.
Eduardo Freitas admitiu, inclusivamente, que este tipo de operações poderá tornar-se mais frequente no futuro, numa altura em que ganha relevância a eventual extensão da plataforma continental portuguesa.
Questionado sobre a continuidade da ligação à população madeirense, o comandante garantiu que a Força Aérea pretende manter a proximidade com as instituições regionais, nomeadamente na área da saúde, reiterando o compromisso com a segurança da região.
"A palavra essencial é continuar a dar o nosso contributo para a segurança desta região", concluiu.