Homem condenado a sete anos de prisão por burlas com mensagens "Olá pai, Olá mãe"
O principal responsável de uma rede transnacional de burlas de mensagens fraudulentas de "Olá pai, Olá mãe" foi condenado a sete anos de prisão pelo Tribunal de Matosinhos, adiantou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto.
O coletivo de juízes condenou ainda a mulher a cinco anos de prisão, pena suspensa na sua execução por igual período, e expulsão de Portugal por um período de quatro anos, assinalou a procuradoria na sua página oficial de Internet.
O casal foi ainda sentenciado a pagar ao Estado 146 mil euros, valor correspondente aos proveitos da atividade criminosa, acrescentou.
Além deste casal, o tribunal condenou ainda um terceiro arguido, a quem cabia o papel de disponibilizar entidades/referências e contas bancárias para as quais as vítimas faziam pagamentos/transferência, a uma pena de 10 meses, suspensa na sua execução por um ano e ao pagamento de 998 euros ao Estado.
A burla "Olá pai, Olá mãe" é um esquema fraudulento, que circula principalmente através da aplicação WhatsApp, onde os burlões se fazem passar por filhos ou familiares próximos das vítimas para extorquir dinheiro.
O tribunal deu como provado que o suspeito, juntamente com a mulher, comprava cartões para telemóveis, ativava-os e disponibilizava-os de forma massiva em 'modems GSM', que também comprava, e que estavam configurados em aplicações acessíveis através do servidor "agente.smshub.org" para o envio de mensagens fraudulentas de "Olá pai, Olá mãe", assinalou.
Com esta atividade criminosa, que decorria desde o final de 2022, o casal conseguiu ganhos de, pelo menos, 146 mil euros em criptomoedas, sublinhou a procuradoria.