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Madeira

Falta "coragem política" na habitação

Isaltino Morais diz que “o verdadeiro desenvolvimento de um país começa quando as pessoas têm um lugar a que chamar casa”

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Foto Hélder Santos/Aspress

Isaltino Morais abriu a sua apresentação quebrando o protocolo ao revelar, entre risos, que esta conferência era inédita para si porque ia recorrer a uma apresentação em PowerPoint para ilustrar a evolução urbanística e social do município de Oeiras ao longo das últimas décadas.

Mantendo o tom descontraído, elogiou Marina Gonçalves, confessando que foi a sua "ministra favorita do governo socialista" devido à sua capacidade excecional de "programar coisas".

Contudo, o autarca aproveitou a deixa para elevar o tom crítico, lamentando que falte "coragem política" aos governantes para tomarem decisões estruturais na habitação. 
Para Isaltino Morais, este é um setor estratégico crucial, sublinhando que "a habitação é fundamental para alavancar a economia" e que o seu impacto se estende a todas as áreas da sociedade, desde a mobilidade urbana à segurança.

A propósito do impacto social do planeamento urbano, Isaltino recordou que, embora hoje se discuta muito a segurança, os índices de criminalidade e insegurança nos anos 80 eram consideravelmente maiores. O realojamento e a renovação urbana, garantiu, tornaram os centros das cidades mais vivos e seguros.

“Ninguém pode ser condenado a viver numa barraca", vincou o líder autárquico, clarificando que a meta das políticas públicas "não é dar casa a todos, é disponibilizar habitação pública a quem precisa".

Para que isso aconteça, defendeu que é obrigatório enfrentar as vozes críticas que atacam a construção e o "betão", assegurando que a sustentabilidade ambiental não é incompatível com a edificação.

A fechar, reforçou a urgência de uma reserva urbana nacional, lembrando que "o verdadeiro desenvolvimento de um país começa quando as pessoas têm um lugar a que chamar casa".