“Cabe ao Estado responder às carências habitacionais”
Pedro Fino na abertura das ‘Conferências da Autonomia' sobre a habitação
O ex-secretário regional Pedro Fino defendeu esta quarta-feira, na abertura das 'Conferências da Autonomia', que cabe ao Estado a responsabilidade directa de responder às carências habitacionais.
Na abertura do evento, que decorre esta manhã no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira, os responsáveis da organização, realçaram que a crise imobiliária não pode ser dissociada das dinâmicas demográficas, insistindo na urgência de desenhar políticas de habitação capazes de reverter a emigração forçada das famílias jovens e de combater os baixos índices de natalidade que afectam o arquipélago.
Foi neste contexto que João Cunha e Silva, presidente da comissão comemorativa dos 50 anos da Autonomia, lançou um forte alerta, sublinhando que a falta de casas acessíveis coloca a Madeira em risco de "perder a sua juventude”.
Cunha e Silva avisou que a habitação é o pilar essencial para fixar as novas gerações na Região Autónoma. "Não entender isto é viver 'a leste do paraíso'", afirmou o presidente da comissão, resumindo o perigo iminente do esvaziamento populacional do arquipélago.
Por sua vez, Pedro Fino focou-se no papel central das políticas públicas, reforçando que é ao Estado que cabe a obrigação de intervir no mercado para suprir as necessidades urgentes das famílias que não encontram respostas no sector privado.
O Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira acolhe, esta quarta-feira, as 'Conferências da Autonomia', uma iniciativa anual promovida pela Estrutura de Missão dos 50 anos da Autonomia regional.
O debate, moderado por Pedro Fino, tem como oradores o autarca de Oeiras, Isaltino Morais, e a deputada e ex-ministra da Habitação, Marina Gonçalves.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, marca presença no evento. Na plateia está também o antigo líder do executivo madeirense, Alberto João Jardim.