Escolas vão receber provas até às 19:30, mas haverá exames sem nota
As escolas deverão receber os exames nacionais do ensino secundário até às 19:30, mas haverá exames sem nota devido a falhas identificadas pelo Júri Nacional de Exames, informou hoje o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA).
Numa informação oficial relativa ao processo de classificação dos exames do ensino secundário, a que a Lusa teve acesso, o EduQA explicou que as escolas deverão receber "oportunamente mais orientações" sobre as provas por concluir, que estarão sinalizadas nas pautas com "suspenso".
Segundo a entidade responsável pelos exames nacionais, entre as 290 mil provas, que correspondem a cerca de dois milhões de itens digitalizados, verificaram-se casos de "extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno".
"Embora estas ocorrências sejam residuais, exigem procedimentos específicos, uniformes, verificáveis e transparentes", acrescentou o EduQA.
Apesar destes casos, o Júri Nacional de Exames (JNE) e o EduQA vai assegurar o envio das classificações dos exames "ainda hoje (...) até às 19:30" e, posteriormente, será definido "o procedimento a aplicar às provas com itens em falta, nomeadamente em sede de consulta, reapreciação ou reclamação".
"Nesse sentido, serão dadas, oportunamente, mais orientações às escolas sobre esta matéria", adiantou.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), numa nota enviada às escolas, apela a "mais um esforço" dos diretores e técnicos envolvidos para que "as classificações possam ser consultadas ainda hoje".
O MECI "lamenta o transtorno causado aos alunos, às famílias, aos professores e às escolas pelos atrasos no envio das classificações aos estabelecimentos de ensino, acrescenta o texto a que a Lusa teve acesso, assinado pelo ministro Fernando Alexandre.
Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo registou falhas técnicas desde o início, obrigando o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos.