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Comunidades Madeira

Carlos Fernandes reúne com Emílio Sousa para acelerar resposta portuguesa à tragédia na Venezuela

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O deputado luso-venezuelano Carlos Fernandes reuniu-se hoje com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emílio Sousa, num encontro marcado pela grave situação humanitária provocada pelo terramoto que atingiu a Venezuela.

Na reunião participaram também o ex-preso político luso-venezuelano Manuel Henrique Ferreira e Fernando Venâncio, filho do preso político Fernando Venâncio.

Durante o encontro foi analisada a resposta de emergência de Portugal à crise, bem como a situação dos portugueses e lusodescendentes desaparecidos, cujo número ultrapassa já as 50 pessoas, segundo a informação transmitida. Foi igualmente abordada a vulnerabilidade dos presos políticos luso-venezuelanos, agravada pela tragédia.

Entre os casos destacados esteve o de Adrian Gouveia, que perdeu a esposa e a sogra no terramoto e continua privado da liberdade, impossibilitado de estar junto da filha e da restante família neste momento de dor.

Emílio Sousa informou que Portugal está a reforçar a resposta humanitária e que ainda hoje partirá para a Venezuela uma equipa com cerca de 60 elementos, incluindo especialistas em busca e salvamento, enfermeiros e outros profissionais preparados para actuar em cenários de catástrofe.

Está também a ser preparado um novo voo com ajuda humanitária, que deverá transportar medicamentos, material médico e outros bens essenciais para as zonas mais afectadas.

Carlos Fernandes agradeceu a rápida mobilização do Governo português, sublinhando que o secretário de Estado antecipou o regresso dos Estados Unidos e cancelou parte da agenda internacional para acompanhar a crise e integrar o gabinete de emergência criado para responder à situação na Venezuela.

O deputado apelou ainda ao reforço do apoio consular às famílias que continuam sem notícias dos seus familiares e defendeu que Portugal deve sensibilizar os parceiros europeus para a dimensão desta emergência humanitária, tendo em conta o peso da comunidade portuguesa residente na Venezuela.

Carlos Fernandes reiterou, por fim, a necessidade de acompanhar os portugueses detidos por motivos políticos, esperando que, perante a tragédia, prevaleçam razões humanitárias e de solidariedade.