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Primeiro avião com ajuda europeia parte hoje

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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse hoje que o primeiro de dois aviões com 23 toneladas de ajuda europeia à Venezuela vai partir hoje, sublinhando que a intenção é ajudar a salvar vidas.

"Julgo que [o primeiro avião vai partir] durante a tarde e o outro provavelmente amanhã", disse o ministro, indicando que a coordenação está a ser feita pela União Europeia.

Para já, a ajuda disponibilizada por Portugal é sobretudo constituída por equipamento para salvamento, já que ainda se acredita que muitas vidas poderão ser resgatadas dos escombros, disse Paulo Rangel.

"A ajuda é orientada para operações de salvamento", afirmou, sublinhando que é o mais urgente.

"Cada hora que passa é importante. As operações de salvamento prolongam-se mesmo para lá das 72 horas", disse, acrescentando que "tem acontecido, em muitos casos, salvar algumas vidas mesmo passado bastantes dias".

Para já, estão prontas "23 toneladas de equipamentos de salvamento e também alguma ajuda humanitária", apontou o ministro. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, confirmou em Portalegre que a missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir hoje.

"Em princípio, no dia de hoje, seguirá um contingente com cerca de seis dezenas de profissionais da GNR, da Proteção Civil, do INEM, do regimento de sapadores de bombeiros, da saúde, uma força multidisciplinar, com o apoio das nossas Forças Armadas", disse Luís Neves aos jornalistas à margem da cerimónia militar de juramento de bandeira de 652 guardas provisórios da GNR em Portalegre.

Fonte ligada à missão disse à Lusa que a equipa portuguesa é composta por 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

A Comissão Europeia afirmou hoje que oito Estados-membros, entre os quais Portugal, vão enviar para a Venezuela um total de 520 operacionais, uma equipa médica e equipamento de telecomunicações e de fornecimento de energia.

Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e República Checa disponibilizaram-se para prestar assistência ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A Venezuela foi abalada, na quarta-feira à noite, por dois sismos, um com 7,2 e outro com 7,5 de magnitude na escala de Richter, o que já provocou pelo menos 589 mortos, dos quais nove são portugueses ou lusodescendentes, e 2.980 feridos.

Admitindo não ter ainda confirmações, Rangel adiantou que na quinta-feira, quando o número de mortos portugueses era de seis, as informações referiam serem quatro homens e duas mulheres, quatro lusodescendentes e dois nacionais (um homem e uma mulher).

Os três mortos hoje confirmados serão lusodescendentes, disse.

O ministro dos Negócios Estrangeiros destacou ainda o número de desaparecidos, ressalvando ser preciso distinguir daqueles que estão incontactáveis.

Das 56 pessoas portuguesas ou lusodescendentes já confirmadas como desaparecidas, "algumas podem estar a ser resgatadas já", disse, alertando que o número de contactáveis "é imenso" até porque as comunicações continuam com graves problemas.