Associação madeirense Venecom acompanha situação e prepara recolha de bens
A Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira (Venecom) indicou hoje que está a acompanhar com preocupação a situação no país, após os sismos de quarta-feira, e encontra-se a desenvolver diligências para enviar bens necessários.
Em declarações à agência Lusa, a presidente da Venecom, Ana Cristina Monteiro, disse que tem falado com familiares, amigos e conhecidos e que a "situação está muito má", com "edifícios totalmente destruídos" e muitas famílias desaparecidas.
As expectativas da associação "não são muito boas", assinalou a responsável, referindo que uma grande parte da comunidade portuguesa e madeirense vive nas regiões mais afetadas pelos sismos.
A Venecom está a preparar uma recolha de bens essenciais, mas ainda está a garantir, junto do Governo português, a possibilidade de fazer o envio para a Venezuela.
Quando conseguir confirmar o envio, a associação vai anunciar pontos de recolha para que as pessoas possam fazer doações e indicar quais são os bens mais necessários.
Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo o balanço oficial provisório.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.
As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.
A Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e lusodescendentes no mundo.
Pelo menos um cidadão português morreu na sequência dos dois sismos, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A vítima, do sexo masculino, foi retirada dos escombros com vida, mas acabou por morrer a caminho do hospital.
A diplomacia portuguesa tinha anunciado que pelo menos cinco portugueses, quatro dos quais de uma família, estavam desaparecidos na sequência destes sismos.