PJ reforça alerta sobre risco de smartshops na Madeira
Coordenador sublinha papel de laboratório e origem internacional dos produtos apreendidos
No final da conferência de imprensa, esta manhã, sobre a operação ‘Not So Smart’, e antes de responder às questões dos jornalistas, o coordenador da Polícia Judiciária (PJ) no Funchal, José Matos, reforçou o alerta para os riscos associados ao consumo de produtos vendidos em smartshops e tabacarias.
O responsável destacou o papel decisivo do gabinete de drogas e toxicologia do Departamento de Investigação Criminal da Madeira no desenrolar da operação, sublinhando que os testes laboratoriais preliminares permitiram identificar rapidamente substâncias ilícitas.
“Logo que foram identificados determinados produtos nas lojas, foram trazidos de imediato para o departamento e ele começou a fazer testes laboratoriais”, explicou, acrescentando que os resultados permitiram enquadrar os produtos como ilícitos, sendo agora complementados por relatórios técnicos mais detalhados a enviar ao Ministério Público.
José Matos alertou para a crescente presença destes produtos não apenas em smartshops, mas também em tabacarias, onde podem surgir misturados com artigos de consumo corrente.
Referiu a existência de produtos com formas apelativas, como gomas e chocolates, que podem facilmente ser confundidos por consumidores mais jovens.
O coordenador da PJ indicou ainda que os produtos apreendidos são importados de vários países europeus, nomeadamente República Checa e Itália, sublinhando que a sua circulação legal noutros países não impede a sua ilegalidade em Portugal.
Questionado sobre a existência de uma rede organizada, José Matos afastou essa possibilidade, referindo que não foram identificados indícios nesse sentido.
O responsável acrescentou que um dos operadores já tinha sido alvo de fiscalização anterior, mas acabou por expandir a actividade comercial.
A operação resultou em três detenções e na identificação de mais dez pessoas ligadas aos estabelecimentos fiscalizados.
Segundo a PJ, todos os casos estão integrados num único inquérito, no qual será apurada a responsabilidade individual dos intervenientes.
José Matos concluiu com uma nota de prevenção, sublinhando que o objectivo da operação vai além da vertente criminal.
“Fazer serviço público é retirar coisas perigosas da rua e alertar a população”, afirmou, defendendo maior consciência pública sobre os riscos associados a estes produtos.