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Madeira

Saúde alerta para risco de normalização do consumo de drogas na Madeira

Directora sublinha perigo de acesso a substâncias em lojas percepcionadas como normais

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A directora regional de Saúde, Bruna Gouveia, considerou a operação ‘Not So Smart’ particularmente relevante por envolver produtos de fácil acesso em estabelecimentos comerciais percepcionados como normais pela população, alertando para o risco de exposição a substâncias altamente perigosas.

“Estamos a falar de uma situação de possibilidade de acesso a produtos altamente perigosos para a saúde através de lojas que são percebidas como normais”, afirmou.

A responsável sublinhou que a sua intervenção se enquadra na representação da área da Saúde na operação, explicando que a Direcção Regional da Saúde integra uma unidade operacional dedicada à prevenção dos comportamentos aditivos e dependências, articulada com a taskforce regional para as novas substâncias psicoactivas.

Bruna Gouveia destacou que este trabalho conjunto entre entidades é já uma prática consolidada, reforçando a importância da prevenção e da sensibilização.

Segundo a directora regional, equipas técnicas da Saúde acompanharam a operação, contribuindo para o trabalho desenvolvido no terreno.

A responsável alertou para os impactos destes produtos, sublinhando que, para além da ilegalidade, têm efeitos relevantes na saúde física e mental.

“Estamos a falar de substâncias que têm impacto na saúde global, particularmente na saúde mental, com associação a alterações no domínio psiquiátrico”, referiu.

Bruna Gouveia manifestou ainda preocupação com a iniciação de consumos que podem evoluir para dependências mais graves.

“Muitas vezes estas experiências com produtos que parecem inócuos acabam por ser iniciações de consumo que levam a processos de dependência”, disse.

A directora regional alertou também para o risco de normalização do acesso a estas substâncias, defendendo maior vigilância e sensibilização da população.

“Devemos estar atentos e contribuir para que o seu comércio não aconteça e que não seja normalizado o acesso a estes produtos”, afirmou.

Bruna Gouveia sublinhou ainda que os canabinoides sintéticos representam um risco relevante para a saúde pública, considerando positiva a participação da área da Saúde na operação e os resultados alcançados na limitação do acesso e na sensibilização da população.