Cerca de trinta homens detidos em França por posse e divulgação de material com cenas de pedofilia
Cerca de trinta homens foram detidos esta semana em França no âmbito de uma operação coordenada pelo Escritório de Menores (OFMIN) pela posse e difusão de conteúdos com atos de pedofilia especialmente violentos.
Esta operação teve por base uma investigação conduzida sob a direção Ministério Público de Nanterre (perto de Paris).
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, destacou hoje nas redes sociais o trabalho dos investigadores do OFMIN e dos diferentes corpos da polícia e da guarda envolvidos na operação, que se desenrolou em várias regiões do país e que hoje a estação RTL revelou em exclusivo.
Laurent Nuñez indicou que o caso enquadra-se numa investigação iniciada após a deteção de utilizadores implicados na circulação de materiais "particularmente violentos" em redes ilícitas.
As detenções ocorreram entre a segunda-feira passada e hoje.
No total, os investigadores tinham identificado cerca de 33 alvos considerados prioritários, na sua maioria perfis com antecedentes ou indícios de participação habitual neste tipo de crimes.
Os suspeitos terão acedido e descarregado conteúdos de abuso sexual infantil de extrema violência, incluindo um vídeo conhecido em ambientes de redes ilícitas como 'Daisy's Destruction', que contém agressões sexuais contra menores.
O material volta a aparecer de forma recorrente em plataformas da chamada dark web, segundo as mesmas fontes.
As operações policiais ocorreram em vários departamentos, incluindo Nord, Haut-Rhin, Rhône, Ain, Charente-Maritime, Drôme e Calvados, e os detidos apresentam perfis profissionais diversos, com idades entre os 40 e os 70 anos.
Os investigados estão a ser processados por posse, consulta habitual e divulgação de pornografia infantil, crimes que em França podem levar a penas de até cinco anos de prisão e multas de até 75.000 euros.
O Ministério Público competente terá agora de decidir as medidas a seguir.
O criador de 'Daisy's Destruction', o australiano Peter Scully, cumpre pena de prisão perpétua nas Filipinas por tráfico de seres humanos e abuso sexual de menores, após uma investigação internacional que envolveu várias agências policiais.