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Santander negociará com sindicatos espanhóis acordo de pré-reformas, mas sem meta de saídas

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Foto Shutterstock

O Banco Santander e os sindicatos espanhóis preveem continuar a negociar nas próximas semanas o quadro que regerá as reformas antecipadas para funcionários que pretendam aderir ao programa, embora não exista uma meta específica de despedimentos ou reduções de pessoal.

A instituição e os representantes dos trabalhadores tiveram na terça-feira a primeira reunião sobre o tema, com o intuito de criar um quadro que regule as condições de saída de forma geral para todos os funcionários.

Um acordo deste tipo já vinha a ser reclamado há algum tempo pelos sindicatos.

Contudo, as pré-reformas não são uma novidade, uma vez que, até agora, já vinham a ser concedidas.

Um porta-voz do Banco Santander afirmou à Europa Press que "não existe uma meta de pessoal" que tenha de sair do banco.

Além disso, em qualquer caso, será um processo voluntário para ambas as partes, pelo que a empresa pode recusar que se verifiquem determinadas saídas e os trabalhadores não são obrigados a aderir ao programa.

O CGT indicou na semana passada que tinha como objetivo concluir este acordo até meados de julho.

Segundo este sindicato, a negociação deve conduzir a uma melhoria das condições das pré-reformas, tirando partido da solidez financeira do banco após ter alcançado lucros recorde e das poupanças geradas tanto pela inteligência artificial (IA) como pelo encerramento de balcões.

O Santander encerrou o mês de março com um total de 1.607 balcões em Espanha, o que representa uma redução de 185 agências em relação a março de 2025. A nível do grupo, encerrou pouco mais de 1.000 agências. Há dez anos, em março de 2016, o Santander contava com 3.433 agências em Espanha.

De acordo com outro comunicado divulgado pela UGT da semana passada, o Santander comprometeu-se a suspender os encerramentos de agências até ao final do ano, embora isso não exclua a possibilidade de algumas agências serem transferidas para um agente.

No que diz respeito ao número total de empregados, em março, o banco contava, a nível do grupo, com 185.000 trabalhadores, o que representa uma redução de 11.000 trabalhadores em relação ao ano anterior.

Questionado sobre esta redução durante a conferência com analistas após a divulgação dos resultados trimestrais, o CEO Héctor Grisi indicou que é uma consequência da transformação e simplificação que o banco está a implementar.

"Quando se simplifica e automatiza processos, é preciso menos pessoas do que o normal. E é exatamente isso que está a acontecer", afirmou o CEO. De qualquer forma, o banco espera aumentar o seu pessoal em resultado das aquisições do TSB e do Webster.

A Lusa contactou o Santander para saber se este programa de reformas antecipadas voluntárias será implementado em Portugal e aguarda resposta.