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Guerra no Irão Mundo

PR libanês discute com Macron, Vance e Rubio evolução do cessar-fogo

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Foto EPA/WAEL HAMZEH

O Presidente libanês discutiu hoje com o homólogo francês, o vice-presidente e o secretário de Estado norte-americanos a situação no Líbano, onde o cessar-fogo é essencial nas negociações entre Washington e Teerão.

Em conversas telefónicas separadas, Joseph Aoun analisou, juntamente com Emmanuel Macron, a situação no país, especialmente no sul.

"Os Presidentes analisaram os resultados da cimeira do G7 da semana passada em Évian", assinalou a Presidência libanesa nas redes sociais, onde agradeceu a posição adotada pelo bloco dos sete países mais industrializados do mundo, relativamente ao apoio à integridade territorial e à soberania do Líbano, ao cessar-fogo e aos esforços para desarmar o grupo xiita Hezbollah.

Desta forma, os líderes sublinharam a importância de manter um contacto permanente para acompanhar "a evolução dos acontecimentos no país" e "as medidas em curso destinadas a consolidar o cessar-fogo no Líbano e a alargar a autoridade do Estado a todo o seu território".

No que diz respeito ao futuro da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul), ambos debateram a nova fase que se abre com o fim da missão.

"Discutiram o desejo manifestado por vários países europeus, apoiado pelo Líbano, de manter forças na zona de operações internacionais", indicou a Presidência libanesa, ao referir que a França vai realizar consultas com vários parceiros para definir uma posição sobre a substituição da Finul, uma vez que a retirada terá início no início de 2027.

Aoun abordou igualmente "os últimos acontecimentos" que dizem respeito ao seu país, na sequência do encontro deste fim de semana entre as delegações norte-americana e iraniana na Suíça, numa chamada com JD Vance e Marco Rubio, indicou a Presidência libanesa nas redes sociais.

Assim, agradeceu aos dois líderes pela atenção da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, em "pôr fim à guerra e reforçar a autoridade do Estado libanês e a capacidade de decisão independente", ao mesmo tempo que lembrou que "é este o único responsável por preservar a soberania nacional, a dignidade do povo libanês e a sua segurança".

O Presidente libanês já tinha reafirmado também que não aceita "nada menos" do que a retirada total de Israel do país e o fim da ingerência estrangeira, numa referência ao apoio do Irão ao Hezbollah.

"A nossa única opção é a soberania nacional e o nosso único compromisso é com o Estado libanês", afirmou Aoun, que defende a realização de negociações como "único caminho adotado a nível global para alcançar os objetivos nacionais e restaurar todos os direitos".

Joseph Aoun manifestou confiança de que as conversações com Israel, que hoje têm uma nova ronda em Washington, podem resultar numa decisão para garantir os objetivos definidos por Beirute, que incluem "a restauração da plena soberania do Líbano sobre cada centímetro do território" e a aplicação da autoridade estatal em todo o país.

As inéditas conversações de paz entre Israel o Líbano, países sem relações diplomáticas, deparam-se com a oposição do Hezbollah, que recusa também o desarmamento das milícias enquanto persistir a ameaça israelita.   

Esta ronda de conversações com Israel, mediadas por Washington, ocorre na primeira semana de negociações de paz entre Estados Unidos e Irão, depois de as partes terem assinado um memorando de entendimento para encerrar as hostilidades, iniciadas em 28 de fevereiro pela ofensiva contra a República Islâmica, num acordo que preliminar que abrange o Líbano.

Do lado israelita, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, argumentou hoje que é o Irão e o aliado Hezbollah que violam a soberania do Líbano, apesar da presença de tropas israelitas no sul do país.   

Em declarações num evento sobre política internacional em Jerusalém, Gideon Saar acusou o Irão de ocupar indiretamente o Líbano através do grupo xiita libanês, numa fase em que a persistência dos confrontos entre as partes ameaça as negociações de paz entre Teerão e Washington.