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'Ronaldomaniac', o adepto que só quer ver Cristiano jogar e marcar

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O 'Ronaldomaniac' veste as cores de Portugal, tem o emblemático número '7' nas costas, normalmente não fala português e vai aos estádios no Mundial2026 de futebol para ver Cristiano Ronaldo jogar, marcar e fazer o famoso 'siiiiiim'.

Muitas vezes confundidos com adeptos de Portugal, grande parte dos 'Ronaldomaniacs' têm dificuldades em apontar nomes de outros jogadores da seleção nacional, com os resultados da equipa de Roberto Martínez na competição a passarem completamente para segundo plano.

Isso, por exemplo, aconteceu na última quarta-feira na estreia de Portugal frente à República Democrática do Congo (1-1), com o Estádio NRG, em Houston, a estar quase todo pintado de vermelho, mas com cânticos só praticamente dirigidos ao capitão da seleção nacional.

O primeiro toque de Ronaldo na bola fez 'abanar' o NRG e as duas oportunidades falhadas pelo avançado na segunda parte devem ter feito soar os alertas de sismos no Texas.

Pelo meio, João Neves fez o primeiro golo de Portugal no Mundial2026. O estádio festejou, mas ficou longe do nível sonoro de Ronaldo.

Uma semana depois, o palco é o mesmo, desta vez com Portugal a defrontar o Uzbequistão, mas tudo aponta a uma sequela, com a invasão de números '7' à porta do estádio a ditar nova avalanche de apoio ao avançado, de 41 anos.

Na segunda convenção de 'Ronaldomaniacs' no Mundial2026, novamente é bem difícil encontrar alguém que fale a língua portuguesa ou que até tenha algum conhecimento da equipa lusa, com nomes como de Vitinha, Bruno Fernandes ou Bernardo Silva a levarem quase sempre à reação: "who?" (quem?).

Neste Campeonato do Mundo, o 'Ronaldomaniac' típico viajou de bem perto, dos Estados Unidos ou do México, mas também de muitos outros pontos do globo, sobretudo da Ásia, onde decididamente Cristiano tem quase o estatuto de 'deus', mas também da América do Sul.

Por isso mesmo, entre miúdos, adolescentes, mães, pais e graúdos, há Ronaldos com os típicos chapéus texanos de comboys, outros com as máscaras tradicionais mexicanas de luta livre.

Mas, a 'Ronaldomania' não fica por aqui.

A viver a primeira presença num Campeonato do Mundo, o Uzbequistão teve apenas cerca de 1.000 adeptos no jogo de estreia com a Colômbia (1-3), na Cidade do México, mas hoje em Houston já serão perto de 7.000, como contou à Lusa um dos poucos jornalistas dessa antiga república soviética a cobrir a competição.

Fora dos dias de jogo, o '7' de Ronaldo com a camisola de Portugal é fácil de encontrar seja nos aeroportos, supermercados, restaurantes ou na rua, seja em Miami, seja no Texas.

Desde que começou a carreira com apenas 17 anos, Ronaldo cedo passou a ser um 'fenómeno' de popularidade, primeiro no Manchester United e depois no Real Madrid, mas a 'Ronaldomania' ganhou dimensões estratosféricas em 2023, quando o avançado saiu da Europa e abraçou o projeto com o Al Nassr na Arábia Saudita.

Isto resultou na 'explosão' de Ronaldo em todo o mundo, algo que quase se transformou numa 'religião', com o 'siiiiiim' como o som principal da 'oração' entre os 'Ronaldomaniacs'.

No Euro2024, a extensa comunidade emigrante portuguesa na Alemanha ainda fez frente à 'Ronaldomania', com ambos a juntarem-se no apoio a Portugal, mas, no Mundial2026 o 'Ronaldomaniac', está claramente em força.

A seleção lusa defronta hoje o Uzbequistão, no Estádio NRG, em Houston, numa partida com início agendado para as 12:00 locais (18:00 horas de Lisboa) e que será dirigida pelo marroquino Jalad Jayed.

O Grupo K fica fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho em Lisboa).

Após a primeira jornada, a Colômbia lidera o agrupamento com três pontos, seguida de Portugal e RD Congo, ambos com um, enquanto o Uzbequistão, a viver o seu primeiro Campeonato do Mundo, ainda segue sem pontos.

O Mundial2026, o primeiro de sempre com 48 seleções, vai decorrer até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.