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Madeira

SESARAM nega ter recebido pedido formal de escusa de responsabilidade

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Foto Helder Santos/Aspress

O Conselho de Administração do SESARAM garante não ter recebido, até ao momento, qualquer pedido formal de escusa de responsabilidade por parte de profissionais do Serviço de Medicina Intensiva, contrariando a informação divulgada pelo JPP e noticiada esta segunda-feira.

Enfermeiros da Medicina Intensiva pedem escusa de responsabilidade

OS 65 enfermeiros do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Dr. Nélio Mendonça apresentaram esta segunda-feira à presidente do Conselho de Administração do SESARAM, EPERAM, um pedido de escusa de responsabilidade, alegando carências de recursos humanos, recurso excessivo a horas extraordinárias e falta de profissionais.

Em comunicado enviado às redacções, a administração esclarece que, caso venha a ser apresentado algum pedido nesse sentido, o mesmo será analisado "com o rigor devido", sendo posteriormente emitida a respectiva pronúncia.

O SESARAM assegura ainda que acompanha de forma permanente o funcionamento dos serviços de saúde e recorda que já foi realizada uma visita ao Serviço de Medicina Intensiva, no âmbito da reorganização temporária motivada pelas obras em curso na Unidade de AVC.

Segundo a administração, durante este período, estimado em cerca de 15 dias, o Serviço de Medicina Intensiva acolherá os utentes e profissionais provenientes da Unidade de AVC, garantindo que todos os doentes serão acompanhados por equipas qualificadas até ao regresso às instalações requalificadas.

O Conselho de Administração manifesta também disponibilidade para o diálogo com as equipas, de forma a identificar e analisar eventuais constrangimentos relacionados com recursos humanos ou com a organização dos serviços.

No final da nota, o SESARAM lamenta aquilo que considera ser um "uso e aproveitamento político" de matérias relacionadas com a saúde, defendendo que tal não contribui para a estabilidade, confiança e serenidade do sistema regional de saúde.