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País

Bolieiro eleito presidente da Mesa do Congresso com 92,7%

Substitui Miguel Albuquerque que renunciou à possibilidade de ser reeleito

Foto Arquivo/LUSA/EDUARDO COSTA
Foto Arquivo/LUSA/EDUARDO COSTA

José Manuel Bolieiro, líder do PSD/Açores e chefe do Governo Regional dos Açores, foi hoje eleito presidente da Mesa do Congresso do PSD, numa lista que obteve 92,7% dos votos.

O resultado desta eleição, com 624 votos a favor, foi anunciado com o próprio José Manuel Bolieiro, até então vice-presidente da Mesa, a presidir aos trabalhos do 43.º Congresso Nacional do PSD, que termina hoje, no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, no distrito de Aveiro.

Segundo dados depois fornecidos à Lusa pela secretaria-geral do PSD, participaram nesta votação 673 delegados e houve 44 votos em branco e cinco nulos.

José Manuel Bolieiro substitui como presidente da Mesa do Congresso do PSD Miguel Albuquerque, líder do PSD/Madeira e chefe do Governo Regional da Madeira, que exercia esse cargo desde 2022.

No sábado, Miguel Albuquerque anunciou que não se iria recandidatar à presidência da Mesa do Congresso do PSD e afirmou que era uma decisão pessoal, não motivada por "qualquer atrito com a direção do partido".

Foram eleitos vice-presidentes da Mesa do Congresso Rubina Leal e João Manuel Esteves e secretários da Mesa Júlia Fernandes, Fernando Queiroga, Hernâni Dinis e Sónia Ferreira.

Em 2022, Miguel Albuquerque foi eleito presidente da Mesa do Congresso do PSD com 674 votos favoráveis, equivalentes a 93,5%, e há dois anos foi reeleito com 584 votos a favor, correspondentes a 84,2%.

No início deste mês, Miguel Albuquerque tinha-se declarado "totalmente indisponível" para presidir a qualquer órgão nacional do partido se questões pendentes entre a Região Autónoma da Madeira e a República não começassem a ser tratadas.

Entretanto, confirmou a sua presença no Congresso de Anadia, onde foi recebido pelo secretário-geral do PSD, Hugo Soares, com um abraço. Logo à chegada, indicou que não deveria continuar como presidente da Mesa.

Questionado sobre as divergências dos últimos meses com a direção nacional, Albuquerque admitiu que nem todas estão resolvidas, mas manifestou-se satisfeito por ter sido aprovada uma resolução para a revisão da lei das finanças regionais.