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Assembleia Legislativa Madeira

Bruno Macedo acusa PS de não ter feito nada pela Madeira em 9 anos de poder

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O deputado Bruno Macedo (PSD) respondeu de forma contundente à apresentação da proposta socialista para equiparar o salário mínimo dos funcionários da Administração Central a exercer funções na Madeira ao salário mínimo fixado para os funcionários da administração regional, classificando o diploma como "um exercício de incoerência e petulância" e recusando o apoio do seu partido à iniciativa.

O parlamentar social-democrata traçou um quadro crítico do PS, distinguindo dois comportamentos distintos consoante o partido está ou não no poder. "Quando o PS tem tudo nas mãos para resolver os problemas dos madeirenses não resolveu", afirmou, enumerando uma longa lista de dossiers que considera que ficaram por resolver: o financiamento do hospital, o cabo submarino, receitas fiscais pendentes, a mobilidade marítima e aérea, os custos com subsistemas de saúde, o passe sub-23, o fundo ambiental, o meio aéreo, o programa Regressar e a degradação das esquadras e serviços do Estado na Região.

Bruno Macedo foi particularmente incisivo sobre a proposta que está em discussão no plenário, recordando que o PS governou Portugal durante 3.050 dias, entre Novembro de 2015 e Abril de 2024, sem ter regulamentado o Subsídio Social de Mobilidade nem avançado com qualquer medida de equiparação salarial para os funcionários da Administração Central nas regiões autónomas. "Nove anos passaram e não fizeram absolutamente nada. O PS teve maioria absoluta e não fez absolutamente nada. O que fez foi chumbar", disse, acrescentando que "sempre que chegaram propostas da Madeira à Assembleia, chumbou tudo".

A contradição apontada pelo deputado do PSD resume-se numa frase: "Primeiro o PS tem tudo nas mãos e não resolve nada, e agora há o PS que não tem nada nas mãos e quer resolver tudo". Macedo pediu publicamente ao PS "algum decoro", um "período de nojo" e "tempo para reflectir", apelando a "alguma contenção".

O deputado ‘laranja’ denunciou ainda as tensões internas no PS, questionando a legitimidade para falar sobre as autonomias através de deputados eleitos fora das regiões, como é o caso do deputado de Setúbal, referindo-se de forma implícita ao madeirense Carlos Pereira. "Como é que o líder do PS-Açores usa o deputado do PS de Setúbal para falar sobre as autonomias? Acho isto inadmissível e de uma falta de consideração", afirmou, recusando que o PSD se envolva "nesta luta eterna entre o PS do Funchal e o PS de Setúbal".

Macedo terminou a sua intervenção com uma crítica ao que considerou ser a vaidade e o oportunismo de alguns parlamentares socialistas, que, disse, usarem "a sua influência não para resolver os problemas da Madeira, mas para resolver os seus próprios problemas". "Não entramos nesse festival de demagogia. Os madeirenses merecem respeito, não este PS cínico e moralmente ambíguo", concluiu.