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Desporto

Doze anos a provar que a persistência é o segredo do sucesso do Torneio Golfe DIÁRIO

Paulo Sousa defendeu que a componente social da modalidade precisa de ser mais conhecida e agradeceu ao DIÁRIO doze anos de parceria para tornar esse trabalho visível. Já Paula Cabaço elogiou a consistência do torneio e defendeu que a aposta do Santo da Serra na formação social é uma visão de médio e longo prazo que distingue o clube. Finalmente, Ricardo Miguel Oliveira recordou que o DIÁRIO acompanha o golfe regional desde muito antes de a modalidade estar na moda e prometeu novidades para uma 13.ª edição que vai elevar ainda mais o nível do torneio

A 12.ª edição do Torneio Golfe DIÁRIO, que hoje decorreu no Campo de Golfe do Santo da Serra, ficou marcada por um momento histórico, com Ana Bento a tornar-se na primeira mulher a vencer a competição. A golfista brilhou no percurso Machico-Desertas, do Campo de Golfe do Santo da Serra, ao somar 44 pontos net e conquistar o título absoluto.

Já Lucas Costa Cubbin, vencedor da edição de 2025, veio a ser 2.º classificado, com 41 pontos, o que lhe deu o título em termos masculinos.

Entre os cerca de 80 participantes, o campeão de 2025 voltou a destacar-se ao vencer o sector masculino e terminar na segunda posição da geral, com 41 pontos net. Bernardino Lopes fechou o pódio com 40 pontos, superando no desempate July Franco e Miguel de Freitas, ambos com a mesma pontuação. Lopes assinou ainda a melhor volta em stroke play, completando o percurso com 78 pancadas (+6).

Organizado pelo DIÁRIO de Notícias da Madeira em parceria com o Clube de Golfe Santo da Serra, o torneio afirma-se como uma das principais provas da modalidade na Região, atraindo jogadores de vários níveis, da Madeira e de fora da ilha.

Além da competição, o evento distingue-se pela componente social e de networking, com almoço-convívio, entrega de prémios e a tradicional tômbola. O sucesso da iniciativa continua a contar com o apoio de patrocinadores como Delta, FN Hotelaria, Invest Madeira, APRAM e Mendes Gomes & Ca, bem como dos parceiros A Loja do Vinho, Enotel, Farmácias da Ajuda e Fórum e ECM.

Houve ainda tempo para as intervenções oficiais.

"O golfe nasceu aqui no Santo da Serra e vai continuar a ter no clube o seu grande promotor", refere Paulo Sousa

O presidente do Clube de Golfe do Santo da Serra, Paulo Jorge Sousa, aproveitou a celebração da 12.ª edição do Torneio de Golfe DIÁRIO para sublinhar o papel insubstituível que a parceria com o jornal tem desempenhado na promoção da modalidade na Região. "Esta parceria é mais importante do que por vezes pode parecer", afirmou, deixando um agradecimento especial ao director geral e editorial do DIÁRIO, Ricardo Miguel Oliveira, pela continuidade de uma iniciativa que, ao longo de 12 anos, tem ajudado a dar visibilidade ao trabalho do clube.

Paulo Sousa recordou que o Santo da Serra é um dos campos mais antigos de Portugal e um dos reconhecidos como clube de formação, mas fez questão de destacar uma dimensão que, segundo disse, muitos desconhecem: a componente social. Nos últimos três anos, o clube registou mais de três mil frequências de alunos provenientes de um protocolo com a Câmara Municipal de Machico. A isso somam-se acções de ATL dirigidas a crianças de meios carenciados, actividades com pessoas portadoras de deficiência profunda e iniciativas para a população idosa. "Há coisas que as pessoas não sabem e é preciso ter esta parceria com o DIÁRIO para que as pessoas entendam", sublinhou.

O dirigente revelou ainda que o clube desenvolve, em parceria com a Câmara Municipal da Calheta, um projecto de formação que já conta com mais de vinte participantes oriundos daquele município, que se deslocam ao Santo da Serra para treinar com os equipamentos e treinadores do clube. "O golfe está a começar da Ponta do Pargo conosco", disse, numa referência à abrangência geográfica do trabalho de formação em curso.

Assumindo-se como uma instituição sem fins lucrativos, Paulo Sousa foi claro quanto ao destino de todos os recursos gerados: "Tudo o que temos é para investir, quer na formação, quer nas nossas instalações, quer no nosso campo, quer nas pessoas." E deixou um apelo à consciência colectiva: numa altura em que o golfe domina o debate público, importa não esquecer que, a par da indústria e da estratégia comercial, existe uma componente social que o Santo da Serra tem encarnado ao longo dos anos. A parceria com o DIÁRIO de Notícias foi saudada como o canal privilegiado para tornar esse trabalho visível. "Esta é a décima segunda edição de muitas mais", concluiu.

"O difícil não é ser pioneiro, é ser consistente e continuar", expressa Paula Cabaço

Em representação do secretário regional de Economia, Paula Cabaço marcou presença na cerimónia de abertura do 12.º Torneio de Golfe DIÁRIO com uma intervenção que conjugou o elogio à continuidade do evento com o reconhecimento do valor estratégico do golfe para o destino Madeira. A responsável começou por recordar que a última vez que tinha estado no Santo da Serra fora também por ocasião de um torneio de golfe, organizado para celebrar os 600 anos da descoberta da Madeira, e confessou que regressar ao espaço "só lhe traz boas memórias".

Paula Cabaço felicitou o DIÁRIO de Notícias e o Clube de Golfe do Santo da Serra pela organização de mais uma edição, mas foi a longevidade do projecto que mereceu o destaque mais enfático da sua intervenção. "Pioneirismo há em muitas iniciativas... vamos experimentar, vamos começar, vamos fazer. Mas o difícil é ser consistente e continuar", afirmou, sublinhando que organizar o mesmo torneio durante 12 anos consecutivos é, por si só, um feito assinalável.

A representante do Governo Regional elogiou igualmente a aposta do clube na vertente social e formativa, considerando que esse trabalho é fundamental para a democratização do golfe. "Esta componente formativa, sobretudo com a preocupação social, vai permitir uma democratização deste desporto que é fundamental para o seu sucesso", disse, acrescentando que se trata de um investimento cujos resultados não se medem a dois ou três anos. "É um trabalho de visão de médio e longo prazo", reconheceu.

Do ponto de vista económico e turístico, Paula Cabaço não deixou de valorizar o contributo do golfe para o destino Madeira. Referiu que a modalidade atrai "um nicho de mercado com poder aquisitivo e bom gosto", constituindo um elemento diferenciador da oferta regional. Mas foi a paisagem que lhe arrancou as palavras mais emotivas. "É maravilhoso estar aqui. Olhar para esta envolvência e pensar que estamos na Madeira", disse, revelando que, mal chegou ao campo, tirou uma fotografia para enviar aos filhos que vivem fora da Região. "Isto vale ouro", concluiu, lembrando que a componente estética e paisagística do Santo da Serra é uma mais-valia não apenas para o turismo, mas para todos os madeirenses.

"No golfe como no jornalismo, os resultados contam, mas conta também o percurso", refere Ricardo Miguel Oliveira

Já o director geral e editorial do DIÁRIO de Notícias da Madeira, Ricardo Miguel Oliveira, encerrou a cerimónia final do 12.º Torneio de Golfe DIÁRIO com uma intervenção que atravessou a história da ligação do jornal à modalidade e encontrou nos paralelismos entre o jornalismo e o golfe o fio condutor de uma reflexão sobre valores comuns. Começou com uma nota de circunstância, aludindo a uma semana marcada por uma 'ponte' no calendário: "Aqueles que aqui estão prescindiram da ponte e vieram divertir-se", disse, agradecendo a presença de todos os participantes.

Ricardo Miguel Oliveira agradeceu ao presidente do clube, Paulo Sousa, a parceria de 12 anos, usando uma metáfora com humor: "Atingimos este ano a devida escolaridade obrigatória", disse, referindo-se ao número de edições completadas, "e a qualidade a partir do próximo ano será mesmo superior." O director prometeu novidades para a 13.ª edição e reforçou o alinhamento entre a missão do jornal e o espírito do torneio: "Numa altura em que está na moda falar de golfe, nem sempre pelas razões que os golfistas mais apreciam, faz parte da nossa missão informar com rigor."

Recorrendo a um excerto do podcast '1876', produzido pelo DIÁRIO em parceria com a TSF, Ricardo Miguel Oliveira traçou uma panorâmica histórica da presença do golfe na Madeira, lembrando que, muito antes de se falar em turismo desportivo, os campos da Região já atraíam jogadores de todo o Mundo. "Ao longo dos anos, o DIÁRIO acompanhou a sua evolução, contou torneios, destacou atletas, acompanhou clubes e fez manchetes, tudo para dar visibilidade a uma modalidade que combina na perfeição competição, técnica e convivência social", recordou.

Na edição deste ano, cerca de 80 jogadores percorreram o campo do Santo da Serra, mantendo viva uma tradição que, nas palavras do director, "junta iniciantes e experientes, dotados e remediados, madeirenses e ilustres visitantes, competição e convívio." E foi precisamente nessa convergência que Ricardo Miguel Oliveira encontrou a essência da parceria: "No golfe como no jornalismo, os resultados contam, mas contam também os percursos, a persistência, a concentração e o respeito pelas regras." Tanto o jornal como o campo de golfe, concluiu, "são espaços onde o tempo continua a ter valor, onde a pressa raramente produz os melhores resultados, e onde cada jornada se constrói lance após lance."