DNOTICIAS.PT
Madeira

Camas extra para altas problemáticas dependem de financiamento de Lisboa

Governo Regional estima a disponibilização de 30 a 40 camas que deverão custar perto de 1 milhão por ano

Na cerimónia comemorativa do Dia Nacional da Segurança Social, na Região, foram distinguidas três Instituições Particulares de Solidariedade Social e 80 funcionários do ISSM com 25 ou mais anos de serviço. 
Na cerimónia comemorativa do Dia Nacional da Segurança Social, na Região, foram distinguidas três Instituições Particulares de Solidariedade Social e 80 funcionários do ISSM com 25 ou mais anos de serviço. , Foto ML

O Governo Regional espera conseguir disponibilizar, dentro de três meses, entre 30 a 40 camas extra nas diferentes Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) que existem na Região, destinadas a acomodar os utentes que têm alta clínica, mas que continuam a ocupar uma capa no hospital.

A operacionalização dessas novas camas, que estão em processo de validação por parte da Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, através do Instituto de Segurança Social da Madeira (ISSM), dependem do financiamento de Lisboa, por via do Orçamento da Segurança Social nacional, operacionalizado pelo Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.

“Isto foi de âmbito nacional e nós tivemos de fazer a nossa acomodação para a Região Autónoma da Madeira, com esta portaria [já publicada], que agora está só a aguardar financiamento para que possa ser concretizada”, apontou a governante, dando como prazo expectável de concretização deste medida entre dois a três meses.

De acordo com Paula Margarido, na próxima segunda-feira terá lugar, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, uma reunião com Filipa Lima, secretária de Estado da Segurança Social, onde será abordada a questão da dotação financeira desta resposta que tem sido implementada no todo nacional, chegando, também, à Madeira.

“O que nós pretendemos é que, com a maior brevidade, se possa transferir essa verba para que possamos concretizar aqui, na Região Autónoma da Madeira, uma necessidade que é efectivamente dar uma resposta às pessoas que estão em alta clínica”, sustentou a secretária regional, notando que, como definido em portaria, cada nova cama das chamadas “vagas intermédias” vai custar entre 1.700 a 1.800 euros por mês.

Paula Margarido falava no âmbito das comemorações do Dia da Segurança Social, que decorreram na manhã desta sexta-feira, na sede do ISSM, realçando o trabalho conjunto que tem sido desenvolvido pelos serviços que tutela e pela Secretaria Regional de Saúde e Protecção Civil.

A par desse trabalho junto as instituições parceiras para a disponibilização de mais camas nos lares, o Instituto de Segurança Social da Madeira tem colocado no terreno outro tipo de ajudas, no sentido de apoiar as famílias no acolhimento dos utentes que tenham alta clínica.

Nivalda Gonçalves destacou, precisamente, a “resposta alargada” que é disponibilizada à população idosa através das várias respostas sociais existentes. A presidente do Instituto de Segurança Social da Madeira apontou como grande desafio o “apoio social a toda a população”, dos mais jovens aos mais velhos.

Na ocasião foram homenageadas três Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da Região, nomeadamente a Associação Solidariedade Social Pérola, a Cáritas e a Associação de Desenvolvimento de Santo António (ASA), e mais de 80 funcionários que contam 25 ou mais anos ao serviço da Segurança Social da Região.